Reportagem publicada em 20/09/2007 Última atualização 20/09/2007 13:44 TU

A doença de Alzheimer se manifesta principalmente a partir dos 60 anos de idade e pode demorar muito tempo até começar a aparecer sintomas como a perda de memória.
Foto: Elcio Ramalho / RFI
O dia mundial da Doença de Alzheimer, celebrado neste dia 21 de setembro, é a ocasião para as entidades que trabalham no combate à doença reforçar o trabalho de mobilização e conscientização da sociedade para um problema que cresce na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas.
Estimativas da OMS - a Organização Mundial da Saúde, revelam que 18 milhões de homens e mulheres sofrem de Alzheimer, e a projeção é de que esse número possa quase dobrar até 2025, atingindo pelo menos 34 milhões de pessoas.
A Doença de Alzheimer pode se manifestar em qualquer idade, até mesmo na faixa dos 40 anos, mas a incidência maior começa a partir de 60 anos e é considerada muito comum em idosos acima de 80 anos.
O Alzheimer é uma síndrome degenerativa cerebral caracterizada principalmente por perda de memória, falta de compreensão, problemas de linguagem e diminuição da capacidade de aprendizagem. Os sintomas podem evoluir para dificuldades de locomoção e provocar uma dependência total.
Sem cura, a doença de Alzheimer ainda é um mistério para a ciência, que desconhece também sus causas. É uma das formas mais comuns de demência e tem sido tratada com medicamentos para controlar os principais problemas. A doença pode se desenvolver lentamente, sem apresentar sintomas, durante 15 ou 20 anos.
Na França, o governo classificou a Doença de Alzheimer como « grande causa nacional » e criou uma comissão para investigar os principais desafios relacionados à doença. Durante duas semanas, representantes do governo, das famílias e da entidade que luta no combate à doença no país se reuniram para elaborar uma lista de sugestões e reivindicações. O trabalho serviu de base para a elaboração do Plano Nacional de incentivo à pesquisa e atendimento às vítimas e seus familiares, que vai ser lançado oficialmente neste dia mundial do Alzheimer pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.
No Brasil, a ABRAz, Associação brasileira de Alzheimer, programou uma série de atividades por todo o país para celebrar o dia mundial da doença que atinge, segundo as últimas estimativas da entidade, entre 50 e 70 porcento dos mais de dois milhões de idosos no Brasil que têm algum tipo de demência.
ÁUDIO
Presidente da regional de Pernambuco da ABRAz
« A sociedade e o governo não estão preparados. É um desafio porque a cada dia, cresce a população de idosos e os que mais sofrem são os de baixa renda porque, além do médico, é preciso o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e os remédios são caríssimos. »
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