Reportagem publicada em 24/09/2008 Última atualização 25/09/2008 11:41 TU
Em seu segundo dia de visita à China, o presidente venezuelano, Hugo Chavez, se encontrou nesta quarta-feira com o chefe de Estado chinês, Hu Jintao, a quem agradeceu por manter uma política socialista.
Nessa visita de três dias à China – a quinta desde que chegou ao poder, em 1998 – o presidente vai assinar contratos em diversos setores, como agricultura, tecnologia e petroquímica. Chavez anunciou ainda que em 2012 pretende aumentar para um milhão de barris/dia as exportações de petróleo venezuelano para os chineses.
Esse plano é uma tentativa de transformar a atual dependência que a Venezuela tem dos Estados Unidos – destino de mais de 80% da produção de petróleo venezuelano e inimigo declarado de Hugo Chavez – em uma "relação econômica com a China", diz Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais, das Faculdades Integradas Rio Branco. "Chavez não pode romper definitivamente com os Estados Unidos, pois isso quebraria a economia da Venezuela",ele afirma.
Além de vender petróleo em Pequim, o presidente venezuelano assinou contratos para a compra de aviões militares chineses e um acordo para a construção de três refinarias na China.
Da China, Hugo Chavez segue, na quinta-feira, para a Russia, onde encontra o presidente russo, Dmitri Medvedev. França e Portugal serão as outras duas escalas do presidente venezuelano em sua atual turnê mundial.
Professor de Relações Internacionais
Correspondente da RFI em Pequim
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