Reportagem publicada em 26/12/2008 Última atualização 29/12/2008 10:52 TU
Moradores da província de Aceh, na Indonésia, uma das mais afetadas pelo tsunami em 2004, fazem orações no quarto aniversário da catástrofe.
Foto: Reuters
Quatro anos após o tsunami que devastou vários países do sudeste asiático, a Indonésia presta homenagem aos mortos na catástrofe. Na província de Aceh, a mais afetada, milhares de pessoas fizeram orações nesta sexta-feira. O maremoto atingiu cerca cerca de dez países asiáticos e da costa oeste da África e matou mais de 220 mil pessoas, a grande maioria em Aceh, onde também mais de 500 mil moradores perderam suas casas.
Quatro anos após o tsunami, as organizações humanitárias envolvidas nos trabalhos de reconstrução estão satisfeitas com os resultados. As ongs francesas Comitê Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento e a Fundação da França celebram a conclusão de uma centena de projetos em 800 vilarejos na Indonésia, Índia, Tailândia e no Sri Lanka. Na Indonésia, o país mais castigado, onde 160 mil pessoas morreram e as perdas materiais foram estimadas em 5 bilhões de dólares, a província de Aceh foi reconstruída nos ultimos três anos.
Hoje, Aceh está mais bem-equipada em infra-estrutura do que antes da passagem do tsunami. Tudo foi refeito com a ajuda financeira internacional: casas, escolas, hospitais, rede de água e esgoto e estradas. A agência governamental criada para administrar as doações estima ter recebido cerca de 5 bilhões de dólares. Os resultados foram positivos não só pelo trabalho das ongs, mas também pelo envolvimento dos moradores nas obras. Foram os próprios habitantes de Aceh que reconstruíram suas casas, o que gerou um sentimento de confiança entre a comunidade local e os representantes internacionais.
Em razão da situação humanitária catastrófica, um antigo conflito na região, que opunha um movimento separatista local contra o governo indonésio, acabou sendo indiretamente resolvido. A reconstrução abriu novas perspectivas para os grupos políticos locais e agora todos têm como desafio incrementar o desenvolvimento econômico em Aceh, onde 100 mil pessoas ainda vivem na pobreza.
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Jornalista da RFI
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