Reportagem publicada em 23/03/2009 Última atualização 23/03/2009 15:51 TU
O relator especial da Organização da Nações Unidas (ONU) para os territórios palestinos, Richard Falk, pediu, nesta segunda-feira ao Conselho de Direitos Humanos das ONU, uma investigação de especialistas para determinar se Israel, durante a ofensiva em Gaza, teve ou não capacidade de distinguir alvos militares de civis. Segundo Falk, há fortes evidências de que é possível concluir que a ofensiva foi ilegal e constituiu um crime de guerra da maior extensão.
Para o relator especial da ONU, a "opção pela força" para acabar com os tiros disparados da Faixa de Gaza contra Israel, motivo alegado para iniciar a ofensiva, não se justifica sob o ponto de vista legal porque havia alternativas diplomáticas disponíveis.
Já a ONG israelense Médicos pelos Direitos Humanos acusa o exército de Israel de ter violado o código de ética médica durante a ofensiva que começou em 27 de dezembro e terminou em 18 de janeiro.
Relatório da ONG concluiu que os militares israelenses além de não terem autorizado a retirada de civis feridos, também não permitiram o acesso de equipes de socorro às vítimas.
Ao todo, 41 palestinos de equipes de emergência morreram ou ficaram feridos durante o trabalho de assistência. Diante da suspeita de violação de leis internacionais de ética, a ONG pede um investigação independente.
O exército israelense disse que a alegação feita pela ONG já foi rejeitada na Corte Suprema e que conclusões feitas pelo próprios militares sobre o tema serão publicadas em breve.
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Jornalista da RFI
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