Reportagem publicada em 31/10/2009 Última atualização 31/10/2009 17:57 TU
Como seria o e-mail se fosse inventado hoje? Esta foi a pergunta feita pelos engenheiros da Google quando a empresa decidiu criar o google wave. A ferramenta, que está sendo testada deste setembro pelos usuários, pode ser comparada a um modelo evoluído das conversas compartilhadas pelo Messenger, da Microsoft. Fóruns, fotos, textos, tudo pode ser compartilhado em tempo real. Uma espécie de praça pública virtual, com a diferença que apenas quem você conhece ou autoriza pode fazer parte dela. Uma das novidades é que uma mensagem pode ser lida e até editada instantaneamente por quem faz parte do seu grupo, ou wave.
O Google Wave também tem seu Twitter, chamado de Twave, mas Zander Cattapreta, consultor de conteúdo do portal IG, explica que a nova plataforma é menos democrática e menos adaptada à telefonia celular do que o concorrente. "Esta foi a grande sacada do Twitter", diz. Para alguns profissionais da área, o google wave é menos revolucionário e menos funcional do que o messenger, da Microsoft. Pelo menos esta é a opinião de Fábio Giolito, fundador do site www.weheartit.com e designer de interface da Yahoo Brasil. "O messenger é melhor no quesito instantaneidade e em outros o e-mail é melhor no quesito troca de arquivos."
Para Marcus Cardoso, especialista em mídias digitais e integrante da equipe de planejamento criativo do site www.tv1.com.br, o google wave terá uma utilização mais profissional e não é ferramenta ideal para quem busca um pouco de privacidade. "Se minha previsão se concretizar, o google wave vai se tornar uma ferramenta um pouco mais profissional. Se você fala alguma coisa na reunião, já está dito, não é normalmente algo que possa te prejudicar, como numa conversa mais descontraída." Ouça mais no programa de tecnologia Espaço Multímidia.
(Reportagem de Taíssa Stivanin)
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