Reportagem publicada em 18/11/2009 Última atualização 19/11/2009 15:31 TU

O presidente Lula durante seu discurso na Conferência da FAO, que termina nesta quarta-feira em Roma.
Foto: Reuters
O principal resultado da Cúpula da FAO, que termina nesta quarta-feira em Roma, é a consolidação da reforma do Conselho de Segurança Alimentar, iniciada em abril. Esse orgão com papel decisivo nas estratégias de combate à fome passa a ter um formato mais democrático. Além dos governos, também terão voz na definição das políticas de segurança alimentar agências multilaterais, ONGs, associações de pequenos produtores rurais e movimentos sociais, até então excluídos dos processos de decisão na FAO.
De acordo com o relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier Schutter, essa abertura deve fortalecer a fiscalização dos investimentos na agricultura e facilitar a articulação entre ONGs e governos. A expectativa é de que haja mais transparência na aplicação do dinheiro dos países doadores e, com isso, maior produçao de alimentos.
O risco de o Fundo Monetário Internacional ou o Banco Mundial tentarem impor suas políticas ao Conselho de Segurança Alimentar não está afastado. Mas eles serão obrigados a trabalhar em parceria com a sociedade civil. Resta saber se essa reforma vai colocar um fim à concorrência que se estabeleceu entre as políticas da FAO, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional na Agricultura.
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