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Polêmicas francesas

Classificação para a Copa do Mundo de 2010 e identidade nacional em destaque nos jornais

Reportagem publicada em 19/11/2009 Última atualização 19/11/2009  16:02 TU

"A mão de Deus". Com essa manchete do jornal esportivo L'Equipe define bem as circunstâncias em que a seleção francesa conquistou a vaga para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Uma vitória feia, com um gol na prolongação do empate de 1 a 1, precedido por uma falta de mão do atacante Thierry Henri vista por milhões de telespectadores, menos... pelo juiz.

O editorial do L'Equipe é claro. Seria simples e demagógico pensar que a alegria que inundou o Stade de France e todo o país depois do jogo era entusiasmo. Não, era alívio, após um jogo catastrófico de duas horas em que o time francês, em nenhum momento, convenceu com um time internacional. Duas horas que mostram que a França não tem uma grande equipe. Aliás, pergunta o editor do jornal esportivo, "será que eles formam uma equipe?" Resposta no mês de junho, na Africa do Sul.

"A França classificada in extremis", publica Le Figaro. "A mão baixa no Mundial", diz Libération referindo-se à falta não marcada de Thierry Henry.

A identidade nacional francesa, debate proposto e imposto pelo presidente Nicolas Sarkozy e que está gerando muita polêmica, é o titulo dos jornais de esquerda Libération e L'Humanité. Libé publica a visão de 60 filósofos sobre o tema e pergunta: "o governo quer pesquisar o que os franceses pensam do país ou impor uma certa visão da França?". Já diario L'Humanité dedicou oito páginas ao tema.