Reportagem publicada em 20/11/2009 Última atualização 20/11/2009 10:10 TU
Já é uma tradição: à meia-noite da terceira quinta-feira de novembro a pequena cidade de Beaujeu, no leste da França, vive seu dia mais festivo.
Os cerca de 2 mil moradores recebem de braços abertos - e com muitos copos na mesa - turistas do mundo inteiro, que celebram a chegada do Beaujolais Nouveau, um dos eventos mais badalados da viticultura francesa.
Para os puristas, o vinho só deveria ser consumido depois de seis meses, mas o apelo comercial é mais forte. Pouco apreciado na França, o Beaujolais Nouveau é vendido sobretudo no exterior e ajuda a impulsionar as vendas de outros tipos de vinho da região de Rhône e Saône-le-Loire.
No ano passado, um terço das 40 milhões de garrafas vendidas foi de Beaujolais Nouveau, 8,5 milhões e meio na França e quase o dobro em outros países. A metade das exportações vai para o Japão e devido ao fuso horário os japoneses foram os primeiros a saborear a nova safra, antes mesmo dos franceses. Para o Interbeaujolais, organismo que representa os produtores da região, a expectativa para esta edição é vender entre 280 e 300 mil hectolitros do Beaujolais Nouveau no mundo todo.
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