Reportagem publicada em 20/11/2009 Última atualização 20/11/2009 16:56 TU
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, considera uma manobra do presidente interino, Roberto Micheletti, o anúncio de que ele estaria disposto a renunciar temporariamente durante as eleições presidenciais previstas para o dia 29 de novembro. Em um comunicado, Zelaya condenou o que considera uma armação para legitimar o golpe de Estado e ocultar os crimes cometidos contra a população hondurenha, a Constituição e a democracia. Zelaya voltou a pedir o adiamento das eleições até que seja decidido seu retorno ao cargo.
Michelletti anunciou na noite de quinta-feira, em rede nacional de rádio e televisão, que poderá se afastar do governo de 25 de novembro a 2 de dezembro para, segundo ele, que a população se concentre nas eleições. O presidente interino não comentou quem seria seu substituto no período, apenas garantiu que retomaria imediatamente o poder em caso de distúrbios.
No dia 2 de dezembro, o Congresso de Honduras deve se pronunciar sobre a volta de Zelaya ao poder, segundo o acordo de São José negociado com os Estados Unidos. Neste sábado, o presidente deposto por um golpe no dia 28 de junho completa dois meses de refúgio na embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa.
Leia também:
Fracassa acordo para fim de crise em Honduras
Repórter on line
19/03/2010 12:39 TU
19/03/2010 11:43 TU
19/03/2010 11:26 TU
18/03/2010 16:34 TU
16/03/2010 13:51 TU
Repórter online
Esportes
Cotações + Meteorologia