Reportagem publicada em 05/02/2010 Última atualização 05/02/2010 15:32 TU
As bolsas europeias continuaram a despencar nesta sexta-feira, chegando ao nível mais baixo das últimas dez semanas.
Os investidores desconfiam da recuperação da zona euro, assolada por dificuldades orçamentárias na esteira da crise financeira do ano passado.
Todos os olhos estão voltados agora para Portugal e Espanha que, assim como a Grécia, estão submetidos a uma intensa pressão dos mercados para colocar ordem nas contas públicas.
Esses três países e outros membros da Comunidade Europeia já anunciaram medidas de austeridade para conter o crescimento do déficit orçamentário e da dívida pública, que aumentaram muito desde o ano passado devido aos recursos gastos para conter os efeitos da crise financeira.
As medidas anunciadas não diminuiram a desconfiança em relação ao euro e os investidores agora preferem o dólar, considerado tradicionalmente como um valor de refúgio.
Os dirigentes das instituições econômicas da União Europeia tem tentado tranquilizar o mercado, mas alguns analistas avaliam que o nível atual de endividamento da zona euro não poderá ser compensado pelo tímido crescimento previsto.
Isso tem levado agências de classificação de risco a ameaçar diminuir a nota de alguns países, principalmente Espanha e Portugal.
E o fenômeno não está confinado ao continente europeu. A agência Moody's acaba de indicar que os próprios Estados Unidos vão cair no ranking, caso não tomem medidas mais severas para controlar os gastos públicos.
A queda das bolsas europeias provocou uma reação em cadeia nas bolsas de todo o mundo. Sinal, segundo os especialistas, de que o mercado cantou vitória antes da hora e que a crise financeira mundial ainda não terminou.
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