Reportagem publicada em 10/03/2010 Última atualização 11/03/2010 15:40 TU

A ministra francesa da economia, Christine Lagarde, disse que a parceria comercial com o Brasil deve crescer.
Foto : Reuters
Os países emergentes representam um terço dos principais investidores estrangeiros na França e o Brasil aparece entre os 20 principais. Os dados foram divulgados pela ministra da economia francesa Christine Lagarde nesta terça-feira. Na avaliação da ministra, a parceria com o Brasil tende a crescer, apesar da queda de 37% dos investimentos brasileiros no exterior por causa da crise mundial. "O desenvolvimento entre a França e o Brasil abrange o comércio exterior puro, ou seja, as trocas comerciais, exportações e importações. Mas também vemos um número significativo de empresas brasileiras que se instalam no mercado financeiro em Paris", explica a ministra.
Em termos quantitativos, as empresas emergentes ainda são pouco numerosas. No total, são apenas 258, sendo 16 brasileiros. Um número que não impressiona muito se comparado aos Estados Unidos que possuem 4203 empresas no território francês. Essa inferioridade numérica, porém, não desanima a equipe econômica do governo, que elegeu o BRIC, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China, como o foco de prospecção de investimentos neste ano, como explica David Appia, presidente da Agência Francesa para Investimentos Estrangeiros.
"Nos últimos três anos, de maneira geral, temos uma média de 30 projetos por ano oriundos dos BRICS, foram 34 no ano passado contra 31 em 2008. Essa é uma dinâmica vai se consolidar. Estamos convencidos de que há um potencial importante. No caso do Brasil, estamos tão convencidos disso que vamos abrir em alguns meses, em maio, um escritório da Agência Francesa de Investimentos Internacionais", disse.
Em maio, uma campanha publicitária será lançada para atrair mais investimentos estrangeiros. No caso do Brasil, a empresa de aviação Embraer será citada como exemplo de sucesso nas relações comerciais entre o Brasil e a França. Dados recentes mostram que o Brasil investiu nos últimos anos 570 milhões de euros na França que hoje representa 13% do volume de negócios.
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"O desenvolvimento entre a França e o Brasil abrange o comércio exterior puro, ou seja, as trocas comerciais, exportações e importações. Mas também vemos um número significativo de empresas brasileiras que se instalam no mercado financeiro em Paris."
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