Reportagem publicada em 10/03/2010 Última atualização 11/03/2010 11:23 TU
Depois de uma reunião tensa com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a criticar a decisão israelense de construir 1600 novas casas em Jerusalém Oriental. Em Ramallah, Biden condenou mais uma vez o projeto israelense e afirmou que a decisão abala a confiança entre israelenses e palestinos, que concordaram em reativar os esforços de paz com o intermédio dos Estados Unidos, na segunda feira. O vice-presidente disse também que os palestinos merecem um estado viável, com continuidade territorial, e pediu tambem que ambas as partes façam o possível para diminuir as tensões. Abbas, por sua vez, pediu à Israel que renuncie à iniciativa, ou o processo de paz estaria ameaçado.
O primeiro ministro palestino, Salam Fayyad, classificou a ação israelense como prejudicial e acusou Israel de sabotar os esforços de paz. O anúncio do governo israelense da construção de novas casas em Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental, gerou crise e contrangimento durante a visita de Biden à região. O vice-presidente soube da notícia pouco antes de ir a um jantar com o primeiro ministro Benjamin Netanyahu,que acabou atrasando o encontro em uma hora e meia. Mais cedo, o ministro do interior Eli Yshai pediu desculpas por ter causado a crise dentro e fora do país. Yashai afirmou que Jerusalém oriental não está incluída na moratória de 10 meses imposta pelo governo, mas que a decisão poderia ter sido adiada.
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