Reportagem publicada em 10/03/2010 Última atualização 11/03/2010 14:41 TU

A empresa Dassault até agora só vendeu seus caças Rafale para o governo francês.
© Dassault-aviation
O grupo sueco Saab anunciou nesta quarta feira um contrato de mais de 200 milhões de euros para melhorar a frota dos aviões Gripen. A aeronave é uma das concorrentes da licitação brasileira para compra de 36 caças, para renovação da frota aérea da Aeronáutica, negócio estimado em 10 bilhões de reais.Os recursos, segundo a SAAB, serão utilizados para aumentar a capacidade operacional do avião, com novas armas, radar mais poderoso e melhoria nos sistemas de comunicacao. O Gripen tem como rivais na concorrencia brasileira o F-18 Super Hornet, da norte americana Boeing, e o Rafale da empresa francesa Dassault.
Durante a visita ao Brasil do presidente Nicolas Sarkozy em setembro de 2009, Lula garantiu que daria preferência ao caça francês, irritando o ministro da defesa, Nelson Jobim. Na época, o governo brasileiro deixou claro que priorizaria a transferência de tecnologia e o custo de manutenção da frota, duas exigências que teriam sido aceitas pelos franceses. Brasil e França assinaram um acordo de cooperação militar em 2008, que prevê a construção de um submarino nuclear e a aquisição de helicópteros. Mas uma das avaliações técnicas da FAB aponta o sueco Gripen seria a melhor aquisicao, seguido do modelo da Boeing.
Um novo relatório, entretanto, coloca o Boeing e o Rafale à frente do Gripen, dando preferência à escolha do Palácio do Planalto. O pacote de 36 rafales foi oferecido, a princípio, por cerca de 10 bilhões de dólares, mas depois a Dassault baixou o preço para 6,2 bilhões de dólares. A Boeing estipulou em 7,7 bilhões de dólares o preço por seus avioes F18 Super Hornet. A Saab pediu 6 bilhoes de dolares pelo pacote de 36 Gripens.
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