Reportagem publicada em 12/03/2010 Última atualização 14/03/2010 18:24 TU

Em Marselha, no sul da França, funcionário prepara lista de candidatos às eleições regionais.
Foto: Reuters
Cerca de 44,2 milhões de franceses vão às urnas neste domingo para eleger 1880 conselheiros em 26 regiões do país. Os locais de votação abriram às 8h da manhã, horário local. Ao meio dia, o índice de participação chegava a 16,07%, quase 2 pontos percentuais a menos do que em 2004, segundo o Ministério do Interior. Os conselheiros regionais são eleitos por um período de 4 anos e não mais de 6, tendo em vista a criação de um conselho regional a partir de 2014.
A expectiva é de que as eleições registrem uma taxa de abstenção de pelo menos 50%, refletindo o descontentamento dos franceses em relação à política. A provável ausência às urnas, segundo a imprensa francesa, também será uma reação à uma campanha marcada por escandâlos envolvendo o partido do governo UMP, que chegou a acusar erroneamente um dos candidatos do Partido Socialista, Ali Soumaré, de ter uma ficha policial suja, atribuindo a ele crimes que não cometeu.
A expectativa, aliás, é que o UMP seja o grande derrotado das eleições, em grande parte pela queda de popularidade do presidente Nicolas Sarkozy. O presidente delcarou, entretanto, que os resultados dessas eleições não influenciam as presidenciais. Ledo engano. Para o partido socialista, a as regionais serão um teste para Martine Aubry, dirigente do PS, em busca de legitimidade como pré-candidata do partido socialista à presidência nas eleições de 2012.
Segundo as última pesquisas, os conservadores de direita, que governam apenas as regiões da Alsácia e Córsega, devem ser mais uma vez derrotados nas urnas e o bloco de esquerda poderá aumentar ainda mais sua presença no cenário político francês.
Imprensa
Na reta final da campanha para as eleições regionais deste domingo, na França, o presidente Nicolas Sarkozy concedeu uma entrevista à revista Figaro Magazine, em que o presidente francês faz uma última tentativa de conquista de votos para seu partido, UMP, que tudo indica sofrerá uma derrota esmagadora para a esquerda.
Na votação, os franceses vão demonstrar sua insatisfação com o acúmulo de reformas do presidente, que mais geraram polêmica do que melhorias no desempenho do Estado, da economia e na qualidade de vida dos franceses. "O meu papel é de tranquilizar para poder realizar as reformas", diz Sarkozy ao Le Figaro, em um tom menos agressivo do que o habitual.Repórter on line
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