Reportagem publicada em 12/03/2010 Última atualização 13/03/2010 15:53 TU
O ministro do meio ambiente Carlos Minc participou nesta sexta-feira em Paris de uma reunião informal do grupo de reflexão sobre o Brasil da OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Ele foi convidado a falar sobre a política ambiental brasileira para técnicos e embaixadores estrangeiros junto ao organismo.
Em entrevista exclusiva à Radio França Internacional, Minc se declarou satisfeito com o resultado da reunião. Ele explicou que expôs as posições do Brasil em relação a questões ambientais, área em que o país se tornou recentemente um protagonista na cena internacional.
Dentre os assuntos abordados, a Conferência das Nações Unidas para o Clima que será realizada no México, em dezembro, o mecanismo para financiar projetos de gestão sustentáel das florestas, conhecido como REED (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, na sigla em inglês) e a produção de etanol no Brasil.
A OCDE tem a intenção de realizar um estudo aprofundado sobre a economia brasileira, como fez recentemente com a China.
"Eu creio que vão se estreitar as relações entre o Brasil e a OCDE. É muito possível que o Brasil encomende e participe desse estudo, que é um autêntico raio-x. A OCDE tem craques de altíssimo nível e especialistas em fazer isso. Serve para melhorar as políticas, aumentar a eficácia das políticas, as interfaces internas e externas, visando uma economia verde, de baixo carbono, inclusiva", declarou o ministro.
"Até agora o Brasil tinha resistido a isso porque achava que poderia ser uma intromissão ou uma coisa muito critica. Mas a própria área diplómatica que nos acompanhou viu que o Brasil está tão bem na questão do clima que a gente não tem o que temer".
O organismo, que é referência internacional para estatísticas e análises econômicas e sociais, foi criado em 1961 e tem 30 países membros. O Brasil participa há mais de 20 anos como observador e a possibilidade de se tornar membro efetivo da OCDE está sendo discutida.
Segundo Carlos Minc, as relações estao avançando positivamente, embora não dependam apenas da área ambiental. "Mas um estudo dessa profundidade pode ser feito mesmo antes de o Brasil se integrar completamente", explicou o ministro.
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