Acessar o conteúdo principal
Rosto do governo

Homem forte do regime, comandante das Forças Armadas da Argélia morre aos 79 anos

O generall Gaïd Salah durante a cerimônia de posse do novo presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune.
O generall Gaïd Salah durante a cerimônia de posse do novo presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune. REUTERS/Ramzi Boudina

O comandante do Estado-Maior das Forças Armadas da Argélia, general Ahmed Gaid Salah, morreu nesta segunda-feira (23) aos 79 anos. O general teve uma crise cardíaca, de acordo com o comunicado à imprensa enviado pela presidência.

Publicidade

Ahmed Gaid Salah era o rosto das Forças Armadas, que comandavam o poder na Argélia de fato desde a renúncia do presidente Abdelaziz Buteflika, em abril, até a contestada eleição de Abdelamdjid Tebboune como chefe de Estado em 12 de dezembro.

Nascido em 13 de janeiro de 1940, Ahmed Gaid Salah foi membro do Exército de Libertação Nacional (ANL) que lutou contra o colonialismo francês e, segundo sua biografia oficial, era um dos últimos representantes dos ex-combatentes da Guerra de Independência nas Forças Armadas.

Gaid Salah foi nomeado comandante do Estado-Maior em 2004 pelo presidente Buteflika e bateu o recorde de permanência no posto.

Organizou eleição durante crise

O militar obteve a renúncia de Buteflika em abril de 2019 para tentar acalmar o movimento ("Hirak") de protestos desencadeado pelo anúncio do presidente de buscar um quinto mandato.

O general fez de tudo para assegurar a realização das eleições presidenciais para a escolha do sucessor de Buteflika, apesar dos numerosos e obstinados protestos do "Hirak", que considerava a votação uma manobra do "sistema" para sua regeneração.

A última aparição pública do general Gaid Salah aconteceu na quinta-feira passada, durante a cerimônia de posse de Tebboune como novo presidente argelino.

Ahmed Gaïd Salah era visto por manifestantes do Hirak como o último representante do governo derrubado pela onda massiva de protestos.

O presidente Tebboune decretou três dias de luto nacional e nomeou o general Said Chengriha, comandante do exército como chefe interino do Estado-Maior das Forças Armadas.

Para Majid Benchikh, especialista em política argelina, o novo comandante deve estar atento aos pedidos da população para superar a crise política no país.

“Esperamos que sua morte abra a porta, no nível do comando militar, para uma visão política que permita encontrar uma solução que responda aos desejos do povo argelino.”

(Com informações de Houda Ibrahim, da RFI, e da AFP)

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.