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Burkina Faso/ Ataque

Especialistas analisam por que mulheres foram alvo de ataque em Burkina Faso

Um militar do exército de Burkina Faso. (Ilustração).
Um militar do exército de Burkina Faso. (Ilustração). ISSOUF SANOGO / AFP

O ataque terrorista que matou 35 pessoas – das quais 31 mulheres - que atingiu o exército de Burkin Faso e principalmente a população civil de Arbinda, no norte do país na terça-feira (24), deixa espaço para questionamentos. O que levou os jihadistas a atacarem mulheres?

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O porta-voz do governo de Burkina Faso fornece informações iniciais: foi em sua fuga que os jihadistas mataram as populações civis. Segundo testemunhos, a maioria das mulheres estava em casa. Outras vítimas foram buscar água potável.

Quanto aos homens, sublinha nossa fonte, eles encontraram refúgio no nível de certas colinas: "Alguns homens deixam mulheres, porque os jihadistas geralmente não as atacam", disse.

Tentativa de sequestro ou retaliação

Para o pesquisador Mahamoudou Sawadogo, especialista em questões de segurança neste país, uma das hipóteses seria o fracasso de um sequestro.

"O povo de Arbinda tem resistido a ataques há muito tempo. Para fazê-los vacilar, os terroristas podem decidir fazer reféns ", explicou o pesquisador à RFI.

A outra hipótese, levantada pelo analista Siaka Coulibaly, é a punição: "Parece mais uma retaliação. Segundo o analista, durante muito tempo, certos grupos terroristas suspeitaram que as populações, em particular as mulheres, colaborassem com as forças de segurança, fornecendo-lhes informações”, disse.

"Diante da resposta dos soldados de Burkina Faso, os jihadistas podem ter atacado mulheres em sua fuga", acrescentou Coulibaly.

É a primeira vez que um número tão grande de mulheres (31) morre em um ataque terrorista no Burkina Faso.

"Bravura"

O presidente de Burkina Faso, Roch Kaboré, anunciou o crime em sua conta do Twitter e decretou "luto nacional de 48 horas" a partir desta quarta-feira (25) em homenagem às vítimas desse ataque, que provocou a morte de sete soldados e 80 "terroristas", de acordo com Kaboré. O presidente destacou a "bravura" dos militares na defesa do destacamento.

“Durante este ataque de uma intensidade pouco habitual e que durou várias horas, a determinação e a audácia dos membros do destacamento, formado por forças terrestres e de segurança, permitiram neutralizar 80 terroristas", afirmou o Estado Maior.

"De nosso lado, lamentamos os sete mortos e cerca de 20 feridos", informou o comunicado, que já fazia menção a "várias vítimas civis".

Burkina Faso, país fronteiriço com Mali e Níger, é cenário de habituais ataques jihadistas desde o começo de 2015, como também acontece com outros países da zona do Sahel.

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