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Cabo Verde

Famílias cabo-verdianas aderem ao projeto “Família Substituta”

Crianças Cabo Verde
Crianças Cabo Verde Flickr/ Moises.on

O projeto “Família Substituta” do Instituto cabo-verdiano da Criança e do Adolescente tem como objetivo oferecer um lar às crianças que vivem em situação de risco, ou que, por qualquer razão, ficaram desprovidas da sua família.

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O projeto chegou ao arquipélago em 2003 para fazer face ao crescente número de crianças que vivem nas ruas sem quaisquer vínculos à família. A idéia é integrar a criança, ou adolescente, numa família de acolhimento, para que estes se possam sentir parte do novo agregado familiar.

Até ao momento cinqüenta famílias aderiram ao projeto que é idêntico a programas que existem também em Portugal, Espanha e Brasil. No entanto, apesar da urgência em retirar as crianças da rua, este projeto é feito por várias fases de avaliação.

Segundo a Presidente do Instituto cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, Mariliana Baessa, o programa “Família Substituta” obedece a procedimentos rigorosos na altura da seleção da família. As crianças acolhidas devem viver num ambiente favorável e numa residência que apresente condições adequadas de habitabilidade.

No caso de a família não corresponder às expectativas do projeto, a criança é de imediato afastada da família de acolhimento. Porém, nos sete anos de existência do projeto “Família Substituta”, não se registou nenhum caso de retirada da criança.

De salientar que em 2005 havia 305 crianças em situação de rua, hoje são 112. Cerca de 60 por cento dos casos foram eliminados, devido às estratégias que o Instituto cabo-verdiano da Criança e do Adolescente está a seguir, pondo em prática as recomendações do estudo Diagnóstico da Situação de Vulnerabilidade das Crianças em Situação de Rua, feito há cinco anos.

Sobre está questão o nosso correspondente em Cabo Verde, Odair Santos, ouviu Filomena Varela, que aderiu ao programa “Família Substituta” e ainda a Presidente do Instituto cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, Mariliana Baessa.

Odair Santos, correspondente da RFI em Cabo Verde

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