Acessar o conteúdo principal
Guiné-Bissau / UE

União Europeia discute sanções contra a Guiné-Bissau

Tenente General António Indjai,  Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, 25/06/2010
Tenente General António Indjai, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, 25/06/2010 Abdurahamane Turé

Os chefes da diplomacia da União Europeia, que se reúnem hoje, em Bruxelas, pela primeira vez em 2011, vão discutir uma série de pacotes de sanções a regimes e personalidades de países terceiros, incluindo a Guiné-Bissau.

Publicidade

Numa reunião com uma agenda muito preenchida, os ministros dos Negócios Estrangeiros, entre os quais o português Luís Amado, vão ainda preparar, da parte da manhã, no encontro consagrado aos “assuntos gerais”, a cimeira de chefes de Estado e de Governo que se celebra na capital belga na próxima Sexta-Feira, dedicada à energia e inovação.

Os debates mais animados deverão ocorrer no âmbito da reunião consagrada aos Negócios Estrangeiros, sob a presidência da Alta Representante da UE para os assuntos externos, Catherine Ashton, com muitos assuntos em cima da mesa face à série de acontecimentos que têm abalado a atualidade internacional, com destaque para a Tunísia, Egito, Costa do Marfim e Bielorrússia, mas também Guiné-Bissau.

Na Sexta-Feira, fonte diplomática adiantou à agência Lusa que, na reunião de hoje, vai ser tomada a decisão de congelar os bens e proibir os vistos de entrada no espaço europeu a vários responsáveis guineenses, indicando que na lista de cinco nomes estão incluídos o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, tenente-general António Indjai, e Chefe de Estado-Maior da Armada, Bubo Na Tchuto.

Portugal já reagiu, pela voz do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiro e da Cooperação, João Gomes Cravinho, que se mostrou hoje preocupado com as consequências internas para a Guiné-Bissau, caso a União Europeia aprove o congelamento de bens e proibição de vistos a vários responsáveis deste país.

Em declarações à agência Lusa, o governante salientou que a aplicação de sanções à Guiné-Bissau reflete “um consenso que não é unanimidade, mas que é uma exigência muito grande por parte de uma maioria de países da União Europeia (UE)”, mas ressalvou que este é um assunto que Portugal vai “ainda discutir com outros países da UE”.

Os 27 vão ainda discutir sanções contra o antigo presidente tunisino Zine el Abidine Ben Ali, contra o atual regime bielorrusso, e contra o presidente cessante da Costa do Marfim Laurent Gbagbo.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.