Acessar o conteúdo principal
Moçambique / SADC

Presidente de Moçambique em mediação da crise entre o Ruanda e a RDC

Soldados das Forças Armadas da RDC na região de Goma no Kivu-Norte
Soldados das Forças Armadas da RDC na região de Goma no Kivu-Norte REUTERS/James Akena

Na sua qualidade de Presidente em exercício da SADC, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, o chefe de Estado Moçambicano, Armando Guebuza, iniciou esta terça-feira uma visita de dois dias ao Ruanda no intuito de tentar uma mediação na crise vigente entre este país e a República Democrática do Congo.  

Publicidade

Na agenda desta deslocação está designadamente um encontro com o Presidente Ruandês Paul Kagamé com o objectivo de alcançar pistas de saída de crise na região dos Grandes Lagos. O Kivu-Norte, no leste da RDC tem sido palco de violências entre as tropas governamentais e rebeldes que segundo Kinshasa beneficiariam do apoio das autoridades Ruandesas.

Para além de Kinshasa, durante a sua 32a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo em Maputo em meados deste mês, a SADC também acusou Kigali de estar por detrás das acções dos rebeldes no leste da RDC. Foi precisamente durante este encontro que Armando Guebuza foi mandatado para efectuar a missão que está actualmente a realizar no Ruanda.

Esta missão de mediação do Presidente Moçambicano acontece num momento em que o seu homólogo Ruandês tem vindo a ficar um pouco mais isolado na cena internacional. Apesar dos desmentidos do seu país, ainda recentemente peritos da ONU também acusaram Kigali de apoiar os rebeldes do Kivu-Norte. Estas acusações coincidiram com a suspensão no passado mês de Julho do apoio financeiro Americano ao exército Ruandês.

Na óptica do analista político Moçambicano Silvério Ronguane, o Presidente Guebuza poderia beneficiar de vários trunfos na sua missão no Ruanda.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.