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RDC/ÁFRICA AUSTRAL

RDC e rebelbes do M23 iniciam negociações em Kampala

Rebeldes do M23 junto de Sake, a oeste de Goma, 30 novembre 2012.
Rebeldes do M23 junto de Sake, a oeste de Goma, 30 novembre 2012. REUTERS/James Akena

Arrancam amanhã em Kampala, Uganda, as negociações entre os rebeldes do M23 e as autoridades da República Democrática do Congo, tendo em vista o fim do conflito que atinge o  leste do país.  

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Pela primeira vez, as autoridades da República Democrática do Congo e os rebeldes do M23 vão sentar-se à mesma mesa para tentarem colocar um ponto final no conflito que assola o leste do país. Assunto que irá dominar também a ordem dos trabalhos da cimeira dos países da África Austral, na Tanzânia, que inicia também  sexta-feira.

Desde há oito meses que os rebeldes lançaram uma ofensiva que lhes permitiu conquistar Goma, no passado dia 20 de Novembro, a principal cidade da província do Kivu Norte, uma zona rica em minerais. A conquista veio aumentar os receios de um novo conflito no país.

Entretanto, os rebeldes do M23 decidiram retirar-se de Goma, no passado dia 1 de Dezembro,  mas exigiram negociações directas com o regime de Joseph Kabila. Porém, o chefe de estado da RDC optou antes por marcar presença na cimeira da SADC, em vez de participar nas negociações de Kampala como haviam exigido os rebeldes.

Do lado dos rebeldes, o chefe político do M23, Jean-Marie Rinuga, confirmou, quinta-feira, que estará presente na capital ugandesa, onde vai chefiar uma delegação de 25 pessoas. Já hoje, o porta-voz do governo ugandês  veio desdramatizar a ausência de Joseph Kabila referindo que amanhã irá definir-se apenas o calendário das negociações.

Recorde-se que tanto a RDC como a ONU acusam o Ruanda e o Uganda de estarem a apoiar os rebeldes do M23 no território, acusações categoricamente desmentidas pelos dois países vizinhos. O M23 é constituído por antigos rebeldes congoleses tutsi, que depois de terem aceite integrar em Março 2009 as forças militares congolesas -FARDC- revoltaram-se no passado mês de Abril, e dizem que os acordos de 2009 não estão a ser respeitados.

Tomás Salomão, Secretário Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, mostra-se satisfeito com o início das negociações.

Tomaz Salomão comenta, ainda, o relatório das Nações Unidas, que acusa o Uganda e o Ruanda de apoiarem os rebeldes do M23.

 

 

 

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