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GUINÉ-BISSAU/ESTADOS UNIDOS/CABO VERDE

Guiné-Bissau acusa Cabo Verde da captura de Bubo Na Tchuto

Fernando Vaz, porta-voz do governo de transição guineense.
Fernando Vaz, porta-voz do governo de transição guineense. AFP FOTO/ SEYLLOU

O Governo de transição guineense reagiu, pela primeira vez, às acusações norte-americanas por tráfico de droga implicando o actual chefe de Estado maior general das forças armadas, António Indjai. No caso da captura do antigo Chefe da marinha da Guiné Bissau, Bubo Na Tchuto, as autoridades políticas de Bissau alegam que ele foi capturado em território guineense por agentes policiais cabo-verdianos. 

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Em conferência de imprensa, o porta-voz do Governo e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Fernando Vaz e Faustino Imbali, respectivamente, pediram à Procuradoria para que solicite informações oficiais aos Estados Unidos sobre os casos de militares acusados de tráfico de drogas e armas, para poderem ser julgados à luz das leis guineenses.

O director do instituto português de relações internacionais e segurança, Paulo Gorjão, em entrevista a Laurent Correau, apontou para a necessidade de desbloquear a situação política na Guiné-Bissau.

A pressão externa junto do poder militar tanto pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) como pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) poderá ser um das soluções para reunir consenso e, assim, reformular a presença estrangeira na Guiné-Bissau como de um aval das Nações Unidas ou da União Africana.

A reacção do Governo de transição surge após o chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, ter sido acusado na quinta-feira passada pelo procurador de Manhattan, nos Estados Unidos, de participar numa operação internacional de tráfico de drogas e armas em prol da guerrilha colombiana das FARC.

No início do mês uma operação reivindicada pelos norte-americanos, alegadamente perpetrada em águas internacionais, permitira capturar, nomeadamente, Bubo Na Tchuto extraditado para Nova Iorque a partir de território cabo-verdiano por envolvimento no narcotráfrico.

 

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