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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau sem água e luz

Porto de Bissau no final do dia
Porto de Bissau no final do dia Liliana Henriques / RFI

A empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau-EAGB-deu hoje uma conferência de imprensa. A empresa está tecnicamente falida  e sem soluções à vista, por esses motivos a água e a luz vão continuar a ser elementos ausentes nos lares dos habitantes da capital guineense.

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A ausência de electricidade e água na Guiné-Bissau parece não ter um fim à vista. A certeza foi dada hoje pelo director da empresa de electricidade e água da Guiné-Bissau-EGAB-, em conferência de imprensa, que afirmou que não têm em mãos uma solução imediata para o problema já que tecnicamente a empresa está falida.

Papai Danfá referiu que a EAGB tem actualmente pouco mais de 27 mil clientes registados, 13 mil dos quais com contadores pré-pagos, ou seja, pagam adiantado para ter o serviço, mas nem a esses a empresa tem conseguido fornecer energia e água regularmente.

Questionado sobre qual seria a solução ideal para a EAGB, Danfá defendeu que, tal como já foi sugerido num estudo do Banco Mundial, o melhor é promover uma profunda reforma da empresa.

O director da EAGB afirma que com o elevado preço do petróleo no mercado internacional e atendendo ao poder de compra dos guineenses será sempre difícil que a empresa consiga rentabilizar-se, pelo menos enquanto o país não tiver fontes de energia alternativas.

Os poucos pontos de luz que existem durante a noite em Bissau e em algumas povoações do país provêm de geradores dos estabelecimentos comerciais e de habitações particulares. Para que a água corra nas torneiras é necessário ter um furo, depósito ou bomba.

Com a colaboração do nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

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