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Meio Ambiente

Representantes de diversos países se unem contra caça ilegal de elefantes africanos

Áudio 04:12
Elefantes africanos são vítimas de caça ilegal.
Elefantes africanos são vítimas de caça ilegal. Flickr/ carlosoliveirareis

Estima-se que a África seja o lar de cerca de 500 mil elefantes. Porém, a previsão é de que um quinto deles desapareça por causa da caça ilegal nos próximos dez anos, caso o ritmo de execuções se mantenha. Apenas entre 2011 e 2012, considerado o período mais trágico para os elefantes, mais de 50 mil animais foram mortos por traficantes de marfim. Para discutir o problema, ministros do meio-ambiente de diversos países africanos, ONGs e organizações internacionais se reuniram em Botswana nesta semana e tentaram encontrar saídas para proteger a espécie ameaçada.

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O evento de três dias foi organizado pela União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN) e contou com a presença de representantes de 25 países, entre eles a China, maior consumidor de marfim, a Tailândia e a Malásia, locais de trânsito dos produtos e as nações africanas produtoras, que abrigam diferentes espécies de elefantes. Os seja, todos os principais interessados no comércio.

Uma lista com 14 propostas de combate ao comércio ilegal de marfim foi aprovada por todos os representantes e será assinada nos próximos dias, para em seguida entrar em vigor no início do ano que vem. Entre as medidas está a classificação do tráfico de produtos de animais selvagens como crime grave.

Julia Marton-Lefèvre, diretora-geral da UICN, afirmou que o encontro foi um sucesso: "Foi ótimo! O que devemos lembrar dessa reunião é que as conclusões foram construídas em cima de compromissos previamente aceitos em outras reuniões. Não tinha nada de novo, apenas reunimos as propostas mais importantes aceitas em diferentes ocasiões, mas que nunca eram seguidas por estarem dispersas e simplificamos tudo em 14 medidas mais urgentes".

O motivo da urgência é que, segundo especialistas, os elefantes africanos vivem seu pior momento: "Eles estão enfrentando a pior crise da história, pior até do que nos anos 80, quando foram quase completamente exterminados", explica Junia Machado, representante da Elephant Voices no Brasil. "A gente espera que esse encontro traga uma vontade política de todos os países de proibirem o comércio de marfim e tomarem atitudes enérgicas em relação a toda rede envolvida", completa Junia.
 

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