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Para a OIT, as economias africanas não oferecem suficientes oportunidades aos jovens

Num relatório divulgado hoje, a Organização Internacional do Trabalho refere que os jovens africanos, mesmo os mais qualificados conhecem dificuldades em aceder a bons empregos devido designadamente à falta de adequação entre o crescimento económico e o ritmo da formação dos jovens.

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Neste inquérito realizado junto de jovens com idades compreendidas entre 15 e 29 anos no Benim, Libéria, Madagáscar, Malaui, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia, a OIT mostra-se preocupada com os níveis de desemprego nesta faixa etária, principalmente entre os jovens com menos formação que acabam por ficar em maior desvantagem quando se trata de encontrar um emprego estável e bem remunerado.

Apesar de este relatório não abranger a situação de Angola, o economista angolano Carlos Rosado considera que o seu país conhece problemas semelhantes, o estudioso destacando a situação dos jovens com menos formação que se vêem frequentemente empurrados para o sector informal.

Na óptica de Carlos Rosado, a falta de oportunidades para os mais jovens em África e designadamente em Angola prende-se com a falta de adequação entre a formação e as necessidades reais do mercado de trabalho. Para o economista angolano seria preciso apostar na educação de base para os jovens estarem melhor armados para alcançarem melhores oportunidades.

No mesmo sentido, no rol das suas recomendações, a OIT destaca igualmente a necessidade de se apostar na educação, de elaborar políticas que favoreçam o crescimento do emprego principalmente no sector da agricultura e de encorajar os empresários no sentido de participarem activamente na criação de empregos decentes para os jovens trabalhadores.
 

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