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Angola

Angola pode ajudar a combater as FDLR no leste da RDC

Georges Chicoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola
Georges Chicoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola Liliana Henriques/RFI

Angola poderá - se necessário - participar numa eventual missão militar, sob alçada da ONU, para pacificar o leste da RDC e obrigar os rebeldes hutus ruandeses da FDLR a renderem-se e entregarem as armas, à semelhança do que sucedeu com o M23.

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Angola preside desde Janeiro a Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), a instabilidade na RDC, mas também na RCA e na Líbia levaram a Luanda os diplomatas argelinos Saïd Djinnit, enviado especial do secretário-geral da ONU para esta região e Samil Djinnit, comissário da União Africana para a paz e segurança nos Grandes Lagos, ambos deixaram hoje (10/09) a capital angolana.

Georges Chicoty, chefe da diplomacia angolana confirma que os rebeldes hutus ruandeses das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR), não vão cumprir o ultimato que lhes foi dado, para que até 31 de Dezembro se rendam e entreguem as armas, tal como sucedeu com o outro movimento rebelde o M23, cujos membros foram amnistiados.

Apesar de em Maio as FDLR terem aceite este compromisso, até à data menos de 200 rebeldes se renderam.

Dirigentes da SADC e da CIRGL vão reunir-se de novo em Outubro, para decidir que medidas tomar, para obrigar à rendição das FDLR, o que poderá passar por uma intervenção armada conjunta, com apoio da ONU, na qual Angola poderá participar com tropas se necessário for, afirma o chefe da diplomacia angolana.

"Angola não é parte da brigada de operações, mas nós apoiamos a posição das Nações Unidas e dos Estados membros, tanto mais que estamos a presidir a organização (CIRGL)...existem tropas suficientes quando chegar o momento da operação vai-se avaliar as forças que se tem, e se tiver que ser, Angola também é parte da organização", afirma Georges Chicoty.

Georges Chicoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola

As FDLR formadas em 2000, são constituídas por rebeldes hutus ruandeses, que se refugiram no leste da RDC (Norte e Sul Kivu), depois do genocídio no Ruanda em 1994, e em 2013 eram compostas por entre 1500 e 2000 homens (alguns dos quais participaram activamente no genocídio de tutsis e hutus moderados) e pretendiam derrubar o regime de Paul Kagamé. Em 2012 o Tribunal Penal Internacional lançou um mandado de captura internacional contra o líder das FDLR Sylvestre Mudacumura, por crimes cometidos no Kivu.

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