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Moçambique

Moçambique, tudo a postos para as eleições de quarta-feira

STAE - Secretariado Técnico de Administração Eleitoral- Moçambique
STAE - Secretariado Técnico de Administração Eleitoral- Moçambique Cristiana Soares/RFI

Hoje é o primeiro de dois dias de reflexão, antes das eleições gerais de quarta-feira, o clima é de entusiasmo, apesar de no último dia de campanha a província de Nampula, no norte do país, ter sido palco de graves incidentes, com registo de 13 detenções e 16 feridos, na sequência da agressão por militantes da Renamo a rivais da Frelimo, segundo a polícia local.

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As eleições  presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais de quarta-feira (15/10) serão monitoradas por cerca de seis mil observadores nacionais e estrangeiros, incluindo mais de mil jornalistas moçambicanos e estrangeiros, que vão participar em todas as fases do processo eleitoral, contagem de votos e divulgação dos resultados.

Lucas José, porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) confirma "já temos todo o material de votação nas províncias...que está a ser encaminhado para as 17.004 mesas das assembleias de voto...enquanto prossegue a contratação dos 120.000 membros das assemblrias de voto".

Lucas José, porta-voz STAE

 As assembleias de voto vão abrir às 7 horas de quarta-feira (15/10) e encerrarão às 18 horas.

O porta-voz do STAE apela os moçambicanos a "votarem cedo e evitarem concentrações após o voto frente às assembleias de voto" para evitar eventuais atropelos, que dificultem o processo.

Os primeiros resultados provisórios deverão ser conhecidos a partir de quinta-feira (16/01).

Lucas José, porta-voz do STAE

Tomás Vieira Mário,  director-executivo do Centro de Estudos e Pesquisa em Comunicação de Maputo faz o balanço de 43 dias de campanha eleitoral e considera que esta foi das "mais vivas e mais enérgicas desde 1994...revitalisou e reorientou o ambiente democrático que estava um pouco dormente".

O também jornalista considera que os desafios são enormes para o futuro Presidente de "Moçambique que está neste momento numa grande encruzilhada, numa fase de transições muito complexas, relacionada com as riquezas naturais e indústria extractiva, sector que se for mal gerido, será fonte de conflito".

Tomás Vieira Mário

 Entrevistas realizadas em Maputo, pela nossa enviada especial Cristiana Soares.

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