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Moçambique

Renamo recusa resultados das eleições em Moçambique

António Muchanga, porta-voz da Renamo esta quinta-feira em conferência de imprensa em Maputo
António Muchanga, porta-voz da Renamo esta quinta-feira em conferência de imprensa em Maputo Cristiana Soares

A Renamo não aceita os resultados provisórios das eleições presidenciais e legislativas de ontem, que segundo a CNE dão a vitória a Filipe Nyusi o candidato do partido Frelimo no poder, seguido por Afonso Dhlakama líder da Renamo e em terceiro lugar o presidente do MDM Daviz Simango.

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Dados da Comissão Nacional de Eleições comunicados após o processamento de 24,58% das 17010 mesas de voto, apontam a vitória do candidato da Frelimo Filipe Nyusi com 63,02%, seguido por Afonso Dhlakama líder da Renamo com29,42% e de Daviz Simango presidente do MDM com 7,56% de votos. 

António Muchanga, porta-voz da Renamo e do seu presidente, Afonso Dhlakama, afirmou hoje em conferência de imprensa em Maputo, que "estas eleições foram marcadas por várias irregularidades um pouco por todo o país...por isso não aceitamos os resultados destas eleições...ganhamos todos os circulos no Centro e Norte, menos em Cabo Delgado...queremos eleições livres e justas".

Ribeiro Teles pesquisador para a área das eleições no Centro de Integridade Pública (CIP), instituição de promoção da boa governação, transparência e integridade em Moçambique, ainda antes deste anúncio da Renamo, já pressentia que os incidentes ocorridos ontem (15/10) em várias províncias do país "de alguma forma afectaram a transparência do processo eleitoral...e criam alguma insegurança e muita incerteza sobre o processo em si".

Ribeiro Teles, refere ainda que "o CIP encarou o processo de votação de ontem com alguma apreensão, devido aos problemas registados ao longo do dia".

Com a colaboração de Cristiana Soares, enviada especial a Moçambique.

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