Acessar o conteúdo principal
Moçambique

Moçambique: MDM rejeita resultados das eleições

Lutero Simango, líder parlamentar do MDM em Moçambique
Lutero Simango, líder parlamentar do MDM em Moçambique Cristiana Soares

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, não reconhece os resultados provisórios das eleições gerais desta quarta-feira, alegando fraudes, grandes irregularidades e desorganização propositada do STAE, que não fez chegar a tempo as credenciais para os fiscais das mesas de voto.

Publicidade

Ontem foi a Renamo, hoje (17/10) foi a vez do MDM, terceira força política moçambicana, rejeitar os resultados ainda provisórios, que atribuem a vitória ao partido Frelimo e seu candidato Filipe Niusy com cerca de 60%, seguido pela Renamo e seu líder Afonso Dhlakama que ronda os 30%, e em terceiro lugar vfigura o MDM e o seu presidente Daviz Simango com cerca de 8%.

Entrevistado por Cristiana Soares, a nossa enviada especial a Maputo, o líder parlamentar do MDM Lutero Simango, afirma "não aceitamos por uma razão muito simples, todos os concorrentes têm o direito de ter os seus responsáveis na mesa de votação...infelizmente isto não aconteceu, porque os orgãos eleitorais que são responsáveis pela emissão de credenciais, não o fizeram a tempo e horas, como consequência milhares e milhares dos nossos fiscais não tiveram o privilégio, nem o direito de assistirem ao acto de abertura de milhares e milhares de mesas de votação...vamos para uma batalha jurídica e estamos dispostos a ir até às últimas consequências".  

Pedro Pires, antigo presidente de Cabo Verde, que chefia a missão de observação da CPLP a estas eleições, admite que se registaram incidentes, mas afirma "se nós compararmos o número de casos, com o número de mesas de voto (17.010) havemos de chegar à conclusão que relativamente é inexpressivo...então só podemos tirar uma conclusão, que não influenciou o desenrolar e não terá efeito sobre o sentido do voto dos moçambicanos".  

Pelo que a eleição é credível e Pedro Pires reitera "a CPLP considera que as eleições decorreram na generalidade, em consonância com as práticas internacionais de referência e no respeito dos principios democráticos e direitos politicos consagrados na Constituição da República de Moçambique".

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.