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Burkina Faso

Burkina Faso tem presidente de transição

O Presidente de transição do Burkina Faso, Michel Kafando.
O Presidente de transição do Burkina Faso, Michel Kafando. AFP FOTO / STRINGER

Cerca de 3 semanas depois do movimento popular que levou à queda do antigo presidente burkinabê Blaise Compaoré e o subsequente golpe de estado militar que fez temer pela estabilidade do Burkina Faso, o país tem um presidente de transição, o antigo ministro e diplomata Michel Kafando.

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Ao cabo de conversações renhidas entre militares, representantes da sociedade civil, autoridades religiosas e membros da oposição, Michel Kafando foi designado esta madrugada para chefiar o país durante o período de transição de um ano cujo desfecho deve ser a organização de eleições gerais em Novembro de 2015.

Antigo diplomata considerado uma "figura de consenso", Michel Kafando representou o seu país junto das Nações Unidas respectivamente nos períodos 1981-1982 e 1998-2011, este responsável foi igualmente Ministro dos Negócios Estrangeiros no início dos anos 80. Mais pormenores com Leonardo Silva.

Esta nomeação não deixou de suscitar reacções de satisfação entre os principais parceiros do Burkina Faso, nomeadamente a União Africana e a CEDEAO que exerceram uma pressão constante sobre os militares que tinham tomado o poder em finais de Outubro. A Presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma saudou "o conjunto dos actores do processo e o povo burkinabê pela sua maturidade política e o seu sentido das responsabilidades". No mesmo sentido, o Presidente francês felicitou hoje Michel Kafando e também saudou a adopção ontem da "Carta de transição" que deverá pautar a vida política do país até às eleições fixadas para o ano que vem.

Segue-se agora uma semana muito densa, com a cerimónia de investidura do presidente de transição esta terça-feira e a sua tomada de posse oficial em princípio na sexta-feira, de acordo com uma fonte do Conselho Constitucional. Resta também ainda nomear um novo primeiro-ministro, um novo governo, assim como os membros do Conselho Nacional de Transição, o parlamento interino.

Ao dar conta do ambiente apaziguado no qual foi designado o presidente de transição, Olaco Correia, presidente da associação de estudantes guineenses do Burkina Faso mostra-se confiante no futuro próximo do país.

 

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