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MOÇAMBIQUE

Impasse em nova ronda negocial em Moçambique

Cristiana Soares

A 87a ronda negocial entre o governo moçambicano e a Renamo, maior força da oposição, traduziu-se num impasse em torno da integração de elementos do movimento da perdiz nas forças de defesa e segurança. E isto numa altura em que Afonso Dhlakama, não obstante insistir na viabilização de um governo de gestão, em deslocação em Tete, promete respeitar a constituição.

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O porta-voz da presidência moçambicana, Edson Macuácua, já descartara a hipóteses de um governo de gestão, pedido pela Renamo, desde as eleições de 15 de Outubro, por não se conformar ao sistema constitucional vigente no país.

Um cenário pedido pelo movimento da perdiz, na sequência da contestação dos resultados daquele escrutánio, ganho pela Frelimo, no poder desde a independência em 1975.

E isto numa altura em que o líder da Renamo prossegue desde a passada terça-feira um périplo por regiões do centro do país.

Afonso Dhlakama alega, porém, que não voltará às matas, onde estivera até ao passado mês de Setembro, e isto porque se comprometeria a respeitar o acordo assinado na altura com as autoridades centrais de Maputo.

Orfeu Lisboa, correspondente em Moçambique,

Nesta ronda negocial o governo voltou a pedir à Renamo que apresente as listas de elementos seus que deveriam ser integrados nas forças de defesa e segurança alegando que sem as mesmas os seus membros não poderão beneficiar do recém-criado Fundo de reconciliação e paz.

Porém o movimento da perdiz volta a exigir, antes de mais, a apresentação de um modelo de integração.

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