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Etiópia

Grandes Lagos em debate à margem da cimeira da UA

A foto de família na cerimónia de abertura da 24ª cimeira da UA em Addis-Abeba 30/01/15
A foto de família na cerimónia de abertura da 24ª cimeira da UA em Addis-Abeba 30/01/15 AFP / ZACHARIAS ABUBEKER

Segundo e último dia da 24ª de chefes-de-Estado e de Governo da União Africana, em Addis Abeba, capital da Etiópia. A reunião foi subordinada ao lema “2015: Ano da Capacitação e Desenvolvimento da Mulher Rumo à Agenda 2063 de África”.  

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Paralelamente à cimeira da UA decorreu um encontro para debater a questão dos Grandes Lagos. O exército da República Democrática do Congo (RDC) desencadeou uma ofensiva contra os rebeldes hutu ruandeses das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, que há mais de 20 anos massacram o leste do país. Uma acção que vai continuar até que as FDLR estejam neutralizadas. Isto após várias semanas de pressão internacional terem levado a RDC a lançar na passada quinta-feira uma ofensiva contra estas milícias.

Angola esteve presente na reunião na qualidade de presidente da Região dos Grandes Lagos e o Vice-presidente Manuel Vicente disse à nossa enviada especial Neidy Ribeiro que "Angola apoia a decisão da RDC".

Manuel Vicente

Um dia depois do início da operação de desmilitarização ter arrancado, as Nações Unidas vieram questionar o apoio à RDC colocando em causa a nomeação do General Bruno Mandevu que é acusado de crimes de guerra. Questionado sobre esta questão o ministro das relações exteriores de Angola, Georges Chikoty, disse desconhecer essas acusações e ressalvou que o importante é que a RDC leve a cabo a operação.

Georges Chicoty

Sobre essa questão a RFI, ouviu o secretário-geral adjunto das operações de manutenção de paz da ONU que afimou já ter falado com o ministro dos negócios estrangeiros da RDC que lhe terá garatido que se vai ocupar dessa situação.

O chefe-de-Estado de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca foi o único presidente lusófono que marcou presença na 24ª cimeira da UA e falou ao microfone da nossa enviada especial comentando a decisão do governo cabo-verdiano tomada em Dezembro de aumentar a taxa do IVA em 0,5% (de 15 para 15,5%) para ajudar as vítimas do vulcão do Fogo na reconstrução das localidades, infraestruturas e actividades económicas. Para o presidente cabo-verdiano trata-se de uma medida excessiva para a população.

Jorge Carlos Fonseca

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