Acessar o conteúdo principal
Moçambique

Dhlakama confiante na criação de províncias autárquicas em Moçambique

Da esquerda para a direita, o líder da Renamo Afonso Dhlakama e o Presidente moçambicano Filipe Nyusi
Da esquerda para a direita, o líder da Renamo Afonso Dhlakama e o Presidente moçambicano Filipe Nyusi DR

O líder da Renamo Afonso Dhlakama, volta a ameaçar governar as províncias lá onde o seu partido ganhou as eleições gerais do ano passado, se a Frelimo, não aprovar a sua proposta de províncias autárquicas. 

Publicidade

O Presidente do maior partido da oposição, Renamo, Dhlakama, declarou, este domingo, 12 de abril, na Província de Manica, voltou a defender a criação de províncias autárquicas, pela Assembleia da República, como forma de poder, assim, governar, de modo legal, nas províncias, onde, ele e o seu partido, ganharam, nas eleições de outubro de 2014.

Dhlakama, mostra-se convicto, de que a Frelimo, no poder, vai votar, a sua proposta de províncias autárquicas, que de qualquer maneira, governará, mesmo à força, se o ante-projecto, for chumbado, sublinhando, que não descansou desde as últimas eleições.

"As eleições tiveram lugar, desde outubro do ano passado, e até hoje, não sei o que é férias, até que o projecto, chegue ao fim. Eu acredito, que o ante-projecto vai ser aprovado, porque o Nyusi [o Presidente moçambicano] precisa, que eu lhe ajude, porque ele tomou posse, sem que tenha ganho as eleições".

 

Estas declarações do líder da oposição, Dhlakama, foram feitas em Manica, uma das 11 províncias  por onde vai, também, passar a chama da unidade nacional, iniciativa governamental bastante criticada pela oposição e algumas vozes da sociedade civil mas defendida pela Frelimo e que foi  acesa pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, a 7 deste mês.

 

A chama da unidade nacional deverá chegar a capital do país a 25 de Junho, dia em que se comemora, 40 anos da independência nacional, é visto como um símbolo de unidade do povo moçamicano, por Sérgio Pantie, membro da brigada central da Frelimo, que considera normal que hajam vozes dissonantes:

 

"A chama está ali, penso que não há nenhum problema, quando haja, uma voz, duas, três, que possam discordar; respeitamos isso, são moçambicanos, e a opinião contrária, faz bem à própria Frelimo, e faz bem ao povo."

 

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.