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Burundi

Fracasso da tentativa de golpe no Burundi

O Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza.
O Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza. DR

Tal como já se anunciava ontem, o presidente Nkurunziza regressou a Bujumbura e os oficiais golpistas, entre os quais o seu chefe, o General Godefroid Niyombaré, foram todos detidos, dois dias depois de uma tentativa fracassada de golpe que mergulhou o país em horas de incerteza, os combates ontem na capital pelo controlo da Radio Nacional tendo provocado a morte de pelo menos 12 soldados golpistas.

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Esta sexta-feira, o presidente Burundês agradeceu as forças da ordem por ter conseguido travar a tentativa de golpe de Estado, anunciou a reabertura das fronteiras que tinham sido encerradas por ordem dos golpistas e associou os autores da tentativa de golpe de Estado aos manifestantes que há largas semanas se opõem à sua candidatura a um terceiro mandato presidencial.

Em resposta a estas acusações, o movimento Focode, Fórum para a Consciência e o Desenvolvimento, uma das 300 organizações e associações que tem liderado o movimento contra a candidatura de Nkurunziza, desmentiu qualquer elo com a tentativa de golpe e anunciou que iria apelar a novas manifestações.

Refira-se que as contestações ao Presidente Nkurunziza, severamente reprimidas com um balanço de cerca de 20 mortos, levantaram-se no passado dia 26 de Abril, quando este anunciou concorrer para um terceiro mandato nas eleições de Junho. Os seus opositores consideram que a recandidatura é inconstitucional, mas o Presidente avança com a decisão, já que o Tribunal Constitucional deu a sua luz verde.
Mais informações sobre os principais acontecimentos do dia de hoje com Marco Martins.

Depois do epílogo da tentativa de golpe de Estado, a situação do Burundi continua em aberto, as incertezas que pairam sobre este país tendo estado no centro das atenções da comunidade internacional e nomeadamente dos países da região. Esta sexta-feira, Luanda acolheu a cimeira dos ministros dos negócios estrangeiros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, para debater da problemática do Burundi. Na óptica de Agostinho Zacarias, coordenador das estruturas da ONU e representante residente do PNUD em Bujumbura, os líderes regionais já fizeram tudo o que estava ao seu alcance para a situação do Burundi não degenerar, a cimeira de hoje não devendo trazer do seu ponto de vista modificações à linha seguida até agora.

 

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