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Angola / Enclave de Cabinda

Nzita Tiago, presidente da FLEC quer negociar com José Eduardo dos Santos

Polícia angolana patrulha fente ao estádio Chiazi em Cabinda
Polícia angolana patrulha fente ao estádio Chiazi em Cabinda AFP / Issouf Sanogo

Nzita Tiago, fundador e presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, acusa Angola e o Congo Brazzaville pela morte do comandante João Massanga mais conhecido pelo pseudónimo "Homem de Guerra" e reitera o pedido de diálogo com o Presidente José Eduardo dos Santos.

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João Massanga, comandante da Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) mais conhecido pelo pseudónimo "Homem de Guerra" foi encontrado morto no inicio desta semana, nos arredores de Ponta Negra, no Congo Brazzaville, numa via que liga esta cidade à fronteira de Cabinda.

Em comunicado a FLEC afirma que foi uma operação conjunta das forças de segurança congolesas e angolanas, que organizaram uma cilada para executar o comandante "Homem de Guerra" encontrado morto e com sinais de tortura, à  semelhança do que sucedeu em 2011 com o comandante das FAC Gabriel Nhemba - "Pirilampo"

Nzita Henriques Tiago, fundador e presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda e comandante em chefe das Forças Armadas de Cabinda (FLEC / FAC) reconhece que as relações entre Angola e os dois Congos são ambíguas, mas afirma que com esta morte "a FLEC não está decapitada e vai motivar os cabindas, que querem a soberania de Cabinda" e Nzita Tiago acrescenta "esta semana nomeei o sr. Luís Jibalo, como mediador, peço que o sr. José Eduardo dos Santos tenha paciência de aceitar as negociações, de sentar na mesa com os cabindas, para terminarmos com a guerra...ou que nomeie uma equipa para tal" afirma o líder da FLEC que acusa Portugal de fechar os olhos à questão de Cabinda

De recordar que nunca foi implementado o Estatuto Especial previsto no Memorando de entendimento para a Paz em Cabinda, assinado em 2006 pelo governo angolano e Bento Bembe, então presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo, actualmente secretário de Estado para os Direitos Humanos, que Nzita Tiago acusa de ter sido comprado pelo regime de José Eduardo dos Santos.

 

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