Acessar o conteúdo principal
UNIÃO AFRICANA/SUDÃO

Presidente sudanês participou na Cimeira da União Africana

Omar al-Bashir (centro) na Cimeira da União Africana de Joanesburgo a 14 de Junho de 2015
Omar al-Bashir (centro) na Cimeira da União Africana de Joanesburgo a 14 de Junho de 2015 AFP FOTO/GIANLUIGI GUERCIA

Omar al Beshir, habituado a deslocar-se a muitas capitais do continente, aquando das cimeiras da União Africana não parece ter sido molestado até ao momento na África do Sul, não obstante o mandado de captura contra ele emitido pelo Tribunal penal internacional.Ele posou para a fotografia de grupo e foi, mesmo, ovacionado pelos seus homólogos, a pedido de Nkosazana Dlamini Zuma. 

Publicidade

A presidente da comissão da União Africana, na abertura dos trabalhos, deu os parabéns ao presidente sudanês pela sua recente reeleição.

O país anfitrião deste evento até ao momento parece ter dado o dito por não dito, sem cumprir a promessa de que o estadista seria detido caso viesse a entrar em território sul-africano.

E isto na sequência do mandado de captura emitido contra ele pelo Tribunal penal internacional, em causa está as suspeitas que contra ele recaem da prática de crimes contra a humanidade e de genocídio no Darfur.

Muitos dos homólogos de Beshir são críticos do TPI, apelando à retirada do Tratado de Roma e criticando uma justiça selectiva visando exclusivamente dirigentes africanos.

Uma ong sul-africana Southern Africa Litigation Center terá recorrido à justiça para garantir a captura de Beshir.

Este teria sido instado a não deixar território sul-africano até amanhã enquanto se aguarda por uma decisão da justiça, a polícia de fronteiras teria recebido instruções para reforçar os controlos nas saídas do país.

Por enquanto os estadistas africanos prosseguem os seus trabalhos numa cimeira, de novo ensombrada por um hóspede cada vez mais incómodo.

Cartum já fez, aliás, questão em garantir que o presidente voltaria ao seu país, após o encerramento da cimeira.

Confira aqui o relato sonoro do enviado especial à cimeira da União Africana.

Confira aqui o relato sonoro do enviado especial à cimeira da União Africana.

Reportagem de Miguel Martins, Joanesburgo

Foi só a meio da tarde que teve finalmente lugar a abertura solene de uma cimeira que tem desde já destoado das demais.

O presidente moçambicano Filipe Nyusi, por ser estreante nas cimeiras pan-africanas, dirigiu-se esta tarde à Assembleia tendo lamentado a dispersão das atenções do continente por diversos focos de instabilidade.

O presidente moçambicano que fizera ontem uma primeira alusão neste evento, em torno do Mecanismo africano de avaliação pelos pares.

Os dramas da emigração no Mar Mediterrâneo e a vaga de xenofobia que assolou aqui a África do Sul foram alvo de um debate à porta fechada.

Os protagonistas do impasse no Sudão do Sul vieram ambos até aqui tanto mais que a União Africana alega querer por termo ao impasse.

Alpha Omar Konaré, ex-presidente da comissão e antigo chefe de Estado do Mali poderá ser designado mediador.

Enquanto isso reiteraram-se apelos ao diálogo no Burundi, sempre sem qualquer crítica à determinação do presidente Nkurunziza em se voltar a candidatar ao cargo.

Os estadistas africanos têm até amanhã para limar arestas, os casos bicudos não faltam.

 

 

Filipe Nyusi, Chefe de Estado de Moçambique

Mário Lopes da Rosa, ministro dos negócios estrangeiros da Guiné-Bissau, confirmou que a situação nestes Estados seria alvo de intensos debates.

O chefe da diplomacia guineense admitiu, por outro lado, algum incómodo com o caso de Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das comunidades, que fora detido e solto com pagamento de caução num caso suspeito de tráfico de passaportes de serviço em prol de cidadãos chineses.

Mário Lopes da Rosa
Mário Lopes da Rosa Miguel Martins/RFI

 

 

 

Mário Lopes da Rosa, ministro dos negócios estrangeiros da Guiné-Bissau

 

O guineense Carlos Lopes, secretário-geral adjunto da Organização das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão económica para África, denuncia uma calamidade em torno do impasse no Sudão do Sul.

Carlos Lopes, secretário-geral adjunto da Organização das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão económica para África (Sudão do Sul)

Este responsável da ONU afirma ainda a sua preocupação com a manutenção do impasse no Burundi.

Carlos Lopes, secretário-geral adjunto da Organização das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão económica para África (Burundi)

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.