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União Africana

O que ficou da Cimeira Africana de Joanesburgo

A 25ª cimeira da União Africana terminou ontem em Joanesburgo
A 25ª cimeira da União Africana terminou ontem em Joanesburgo Miguel Martins/RFI

Terminou na noite passada em Joanesburgo a 25ª cimeira da União Africana. O empoderamento da mulher e o desenvolvimento económico do continente rumo à Agenda 2063 foram os grandes temas deste fórum também marcado pela actualidade por vezes dramática do continente, os conflitos que persistem ou ainda o caso do mandado de captura contra o presidente sudanês.  

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Omar al Bashir permaneceu na África do Sul durante a cimeira e regressou ontem ao seu país sem ser molestado, embora a justiça de Pretória tivesse decidido retê-lo em território sul-africano, em resposta ao mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional que o acusa de genocídio no Darfur. Eis relato do encerramento deste evento com Miguel Martins, enviado especial a Joanesburgo.

O Burundi para onde a União Africana decidiu enviar peritos militares para fiscalizar o desarmamento das milícias quando se aproxima o período pré-eleitoral, foi um dos pratos fortes desta cimeira onde também se evocou a situação de conflitualidade ainda vigente em certos outros Estados como por exemplo a República Centro-Africana. A propósito da gestão de conflitos no continente africano, Manuel Salvador dos Ramos, chefe da diplomacia são-tomense, considerou que saem desta cimeira ideias verdadeiramente revolucionárias.

O duplo atentado que matou ontem 24 pessoas na capital do Chade e que as autoridades locais atribuem ao grupo terrorista Boko Haram, impôs-se também nos debates como não deixou de observar o chefe da diplomacia são-tomense Manuel Salvador.

A luta contra o terrorismo esteve de facto muito presente na cimeira de um continente a braços com esta problemática cada vez mais complexa. Para além da frente contra Boko Haram, o norte de África vê um número crescente dos seus jovens a alistarem-se nas fileiras do grupo Estado Islâmico para combaterem na Síria e no Iraque como refere Francisco Madeira, representante especial da presidente da comissão da União Africana para a cooperação antiterrorista e director do Centro africano de estudos e pesquisa em Argel.

Francisco Madeira afirma que a exclusão social é um dos factores que tem levado muitos jovens africanos a partir para a Síria e o Iraque, para combater junto do autodenominado Estado islâmico.

Noutro aspecto, a Cimeira da União Africana foi igualmente uma ocasião para fazer o ponto da situação nos países onde o contexto, há pouco tempo ainda tenso, tende agora paulatinamente a normalizar-se. Tal é o caso da Guiné-Bissau sobre o qual o diplomata são-tomense Ovídeo Pequeno, representante da União Africana em Bissau, se mostra optimista embora admita que existem algumas fricções a nível institucional.

Ao dar conta dos progressos alcançados nos últimos tempos na Guiné-Bissau, Ovídeo Pequeno não deixa de notar que ainda subsistem vários problemas por solucionar para melhorar o desempenho do país.

 

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