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Moçambique

Afonso Dhlakama ameaça voltar a bloquear estrada que liga o sul e norte de Moçambique

Líder da Renamo, Afonso Dhlakama
Líder da Renamo, Afonso Dhlakama Gianluigi Guercia/AFP

O líder do principal partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, voltou a ameaçar paralisar a principal estrada que liga o sul e o norte de Moçambique, EN°1, e expulsar administradores nomeados pelo Governo.

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O líder da Renamo, principal partido da oposição, falava no quadro da cerimónias do 35.º aniversário do Destacamento Feminino da Renamo, celebrado numa antiga base do movimento, em Manica, no centro de Moçambique. Questionado sobre o significado de "esticar a corda", o presidente da Renamo responde; "esticar a corda é parar numa estrada, dizer que hoje não há uma viatura que vai aqui. Hoje senhor administrador não pode ficar aqui".

No discurso, Afonso Dhlakama insiste na ideia de que vai continuar a exigir a criação de autarquias e ameaçou que pode voltar a bloquear a estrada N1, entre Muxúngè e o rio Save - tal como aconteceu durante 17 meses, em 2013.

"Não há nenhuma lista porque as pessoas que devem ser recolocadas nas Forças Armadas estão lá. Foram desvinvuladas a partir de 2000, e hoje são chamados de assessores dos comandantes da Frelimo - cargo que não existe nas Forças Armadas. Ao regressar para as cidades, vamos esticar as cordas porque nós vamos continuar a exigir governarmos as províncias. Todo o mundo sabe que o (Filipe) Nyusi não ganhou, porque é que a Renamo não pode governar, nunca pretendemos dividir o país porque não fomos nós que criamos a geografia do país."

Hoje em Moçambique, na presença de autoridades governamentais moçambicanas e ambientalistas foram queimadas 618 peças de marfim e 86 cornos de rinoceronte, resultado de diversas apreensões feitas ao longo dos anos, como explica o ambientalista Carlos Serra Júnior ao nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa. 

Ao todo foram incinerados seiscentas e dezoito peças de marfim, equivalentes a pouco mais de duas toneladas e igualmente 86 peças de cornos de rinoceronte cujos custos no mercado negro estão avaliados em muitos milhões de dólares.

 

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