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Papa/África

Papa diz que pobreza e falta de esperança estão na origem do terrorismo

Papa Francisco participa de encontro ecumênico com representantes religiosos na Nunciatura Apostólica em Nairóbi, Quênia, 26 de novembro de 2015.
Papa Francisco participa de encontro ecumênico com representantes religiosos na Nunciatura Apostólica em Nairóbi, Quênia, 26 de novembro de 2015. REUTERS/Daniel Dal Zennaro/pool

Em seu segundo dia de visita ao Quênia, nesta quinta-feira (26), o papa Francisco reuniu-se com lideranças religiosas do país e depois celebrou uma missa no campus da Universidade de Nairóbi. Francisco lamentou o envolvimento de jovens em "ataques bárbaros" motivados pela radicalização e lembrou que ninguém pode evocar "o nome de Deus para justificar o ódio ou a violência". O papa também afirmou que a pobreza e a falta de esperança estão na origem do terrorismo.

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Diante de milhares de quenianos, Francisco denunciou "a arrogância dos homens e o desprezo às mulheres", além de pedir a defesa da família. "Estamos chamados a resistir às práticas que favorecem a arrogância dos homens, que ferem ou desprezam as mulheres, que não cuidam dos idosos e ameaçam a vida do inocente que ainda não nasceu", declarou o pontífice na missa celebrada no campus da universidade.

Francisco celebrou o fato de que "a sociedade do Quênia se viu abençoada durante muito tempo por uma sólida vida familiar", sentida no "profundo respeito à sabedoria das pessoas mais velhas". "A saúde de toda sociedade depende sempre da saúde das famílias. A fé na palavra de Deus nos chama a apoiar as famílias em sua missão no interior da sociedade, a acolher as crianças como uma bênção para nosso mundo", completou em sua homilia, pronunciada em italiano e traduzida para o inglês. A solidez da família "é especialmente importante hoje em dia, quando assistimos ao avanço de novos desertos criados por uma cultura de materialismo, egoísmo e indiferença", destacou.

Em um país traumatizado por episódios de violência étnica nos últimos anos e atentados terroristas por parte de grupos radicais islâmicos, o papa também fez um apelo aos jovens para que "rejeitem tudo o que leva ao preconceito e à discriminação, porque estas coisas já sabemos que não são de Deus".

O papa Francisco chegou ontem ao Quênia, em sua primeira viagem ao continente africano. Hoje à noite, ele faz um discurso em defesa do meio ambiente na sede da ONU, em Nairóbi. Depois do Quência, o papa ainda vai a Uganda e à República Centro-Africana.

Com informações da AFP

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