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Brasil-África

Carnaval no "Pequeno Brasil" em Moçambique

Áudio 03:03
Carnaval nas ruas de Quelimane, em Moçambique.
Carnaval nas ruas de Quelimane, em Moçambique. @Érico Elias /Conselho Municipal

Em Moçambique, a cidade de Quelimane e “O Pequeno Brasil” são a mesma coisa. “É uma verdade que Quelimane é chamado de Pequeno Brasil porque, em Quelimane, se realiza o maior e o melhor Carnaval de Moçambique”, conta o chefe do Gabinete de Grandes Eventos de Quelimane, Camal Meragy.

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Fábia Belém, correspondente da RFI Brasil, em Moçambique,

A cidade é a capital da Zambézia, uma das províncias da região central de Moçambique. Segundo Meragy, no período colonial a festa só acontecia nos salões dos clubes. Só a partir da década de 90, o Carnaval foi transportado para as ruas, ganhando um perfil “eminentemente popular”.

O sucesso do Pequeno Brasil

Com o passar dos anos, o Carnaval do “Pequeno Brasil” cresceu tanto que, de pequeno, ficou só o nome. Ganhou fama entre os moçambicanos. Daí para chamar a atenção de estrangeiros não demorou muito. O chefe do Gabinete de Grandes Eventos de Quelimane afirma que a festa tem recebido pessoas do Brasil, do Zimbábue, do Malawi, de Portugal, da África do Sul, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Músicas brasileiras representam 80% do repertório das bandas

A festa acontece em dois finais de semana seguidos. O que seria uma escola de samba ou um bloco no Brasil sul-americano, no Brasil africano chamam de grupos de foliões. Não faltam carros alegóricos, nem gente mascarada, nem candidatos a rei e a rainha do Carnaval. As ruas são a passarela, e a praça, o local onde todos competem entre si, sob o olhar atento de uma comissão julgadora. Oitenta por cento das músicas tocadas pelas bandas são brasileiras. “É Martinho da Vila, é Ivete Sangalo, é Araketu, é Asa de Águia, é Alcione, é música do Brasil”, ressalta Meragy.

Ele explica que nos últimos três anos o Axé Music se tornou um gênero popular no Carnaval do Pequeno Brasil. Músicas como “O Canto da Cidade”, de Daniela Mercury, e “Milla”, do cantor Netinho, são as preferidas dos foliões.

Choros e velas no adeus ao Carnaval

No segundo e último final de semana de festa, os foliões do “Pequeno Brasil” celebram o enterro do “Senhor Carnaval”. Vestidos de preto, eles tomam as ruas carregando um caixão. "Esse caixão transporta uma pessoa viva. E fazemos o desfile chorando, com velas. Fazemos uma mensagem muito rápida, fúnebre”. Em seguida, o “Senhor Carnaval” sai do caixão e todos trocam o choro por músicas e danças, “dando vivas ao Carnaval do ano seguinte”, finaliza Camal Meragy.

Carnaval de Quelimane 2016

Mais de Trinta grupos foliões representando bairros e empresas participam entre os dias 29 de Janeiro à 7 de Fevereiro na cidade de Quelimane na festa do Carnaval edição 2016.

Posté par Conselho Municipal de Quelimane sur vendredi 27 novembre 2015

 

 

 

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