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Linha Direta

Copa Africana de Nações começa no Gabão em clima de “mal-estar”

Áudio 08:22
Estádio em Oyem, note do Gabão, foi inaugurado antes da abertura da Copa Africana de Nações 2017.
Estádio em Oyem, note do Gabão, foi inaugurado antes da abertura da Copa Africana de Nações 2017. Steve Jordan/AFP

A 31° edição da Copa Africana de Nações (CAN) começa neste sábado (14) com o jogo entre o Gabão, anfitrião da competição e a Guiné Bissau. No total, 16 times vão disputar o cobiçado troféu de campeão do continente, entre eles a Costa do Marfim, que defende seu título. A competição acontece em um contexto social e político delicado no país após a reeleição contestada do presidente Ali Bongo.

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Annie Gasnier, enviada especial da RFI a Libreville,

O contexto político e social do país teve um papel muito importante durante a preparação do evento. Houve eleição presidencial em agosto de 2016 e a reeleição do presidente Ali Bongo, filho de Omar Bongo, não foi tão clara. O resultado da votação demorou um mês para sair. Outro problema: o país é um grande exportador de petróleo e a queda dos preços teve consequências econômicas e sociais. Há um “mal-estar” no Gabão. Muitos consideram que não é um bom momento para o país organizar uma Copa de futebol.

Há muitos anos o Gabão sabia que iria organizar a Copa. Em 2012, o país recebeu metade da competição porque a organização ficou dividida com o país vizinho, a Guiné Equatorial. Na ocasião, duas cidades acolheram jogos, Libreville e Franceville.

Agora, mais duas cidades também serão sede dos jogos: Oyem, no norte do país, na divisa com a República dos Camarões e a Guiné Equatorial, e Port Gentil, que é conhecida como “a cidade do petróleo”.

Os estádios nas quatro cidades demoraram para ficar prontos e há problemas com a grama, embora não seja uma situação específica da África. Mas como se trata de um país tropical, não deveria haver esse tipo de problema com os gramados.

Presidente reeleito é apaixonado por futebol

Houve rumores de que a Copa não iria mais acontecer no Gabão, o que foi negado pelo presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, em entrevista ao programa Radio Foot Internationale.

Mas, como foi apurado pela RFI, ele chegou a fazer uma viagem ao Marrocos, país que deveria organizar a CAN em 2015 e tinha toda a infraestrutura já preparada.

No entanto, o presidente Ali Bongo, que é apaixonado por futebol e já recebeu Pelé em 2012, sendo chamado até de motorista do “Rei” por ter passeado de carro com o ex-jogador por toda a capital, fez questão que o evento fosse realizado no país.

CAN 2017 tem vários favoritos

Considerada uma das edições mais abertas dos últimos tempos, esta edição da CAN tem ao menos quatro equipes favoritas ao título, entre elas, a Costa do Marfim, atual campeã.

Os marfinenses são sempre candidatos ao troféu porque são jogadores bem formados, fortes fisicamente e têm estilo de jogo. Mas a seleção não terá Yaya Touré, que não joga mais pela equipe e o capitão Gervinho, que está machucado. É um grupo mais jovem, renovado e com um novo treinador, Michel Dussuyer.

O Marrocos, do treinador francês Hervé Renard, campeão de duas edições da CAN com a Zâmbia (2012), e depois com a Costa do Marfim (2015), é cotado, mas virou uma incógnita depois da perda de vários jogadores titulares.

O Senegal, com seis vitórias em seis jogos durante as eliminatórias, tem potencial para disputar o título. A República Democrática do Congo, que cresceu desde a terceira colocação na última CAN, também é forte candidata para chegar à final.

No caso do Gabão, é difícil colocá-lo na lista de favoritos porque o time teve muitos problemas para encontrar um técnico. Demoraram para encontrar um bom treinador. Há pouco menos de um mês assumiu a seleção o espanhol José Camacho, ex-jogador do Real Madrid. No entanto, a equipe anfitriã tem a grande estrela da Copa, que é o atacante do Dortmund, Pierre-Emerick Aubameyang. Ele é um atacante ímpar, um goleador, que pode mudar o resultado de uma partida a qualquer momento.
 

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