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Sudão

Líderes rebeldes pedem “desobediência civil” contra militares no Sudão

Manifestantes sudaneses cantam slogans de protesto em uma barricada em Cartim, em 5 de junho de 2019.
Manifestantes sudaneses cantam slogans de protesto em uma barricada em Cartim, em 5 de junho de 2019. REUTERS/Stringer

Os líderes do protesto no Sudão neste sábado (8) realizaram um chamado pela "desobediência civil" a partir deste domingo para colocar pressão sobre os militares no poder, acusados de uma repressão brutal contra os manifestantes.

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"O movimento de desobediência civil começará domingo (9) e só vai terminar quando um governo civil for anunciado", disse a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA), o principal coletivo do protesto, em um comunicado.

O apelo acontece após a visita a Cartum do primeiro-ministro etíope, Ahmed Abiy, que veio mediar o litígio entre os manifestantes e o conselho militar de transição, no poder desde a destituição do presidente Omar al-Bashir, em 11 de abril.

O chamado pela desobediência civil também ocorre cinco dias após a dispersão violenta pelas forças de segurança de um protesto pacífico em 6 de abril, na frente da sede do Exército em Cartum.

“Matança”

Descrita como uma "matança" pelos rebeldes, a dispersão dos manifestantes foi seguida de uma onda de repressão esta semana. Segundo os moradores, um clima de "terror" tomou conta da capital.

Segundo os médicos próximos ao protesto, mais de 100 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas, principalmente durante a dispersão. O governo negou esses números, citando um total de 61 mortos.

Para a SPA, a desobediência civil é "um ato pacífico capaz de colocar de joelhos o mais forte arsenal de armas no mundo." Esta nova forma de ação vem depois que uma greve geral de dois dias, em 28 e 29 de maio, para pressionar os militares.

A forma desta "desobediência civil" não foi especificada, mas as ruas de Cartum estão quase desertas desde segunda-feira por causa da repressã

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