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Tunísia

Primeiros resultados apontam vitória de Kais Saied na presidencial da Tunísia

Kais Saied (centro) já havia reunido a maioria dos votos no primeiro turno da eleição presidencial tunisiana.
Kais Saied (centro) já havia reunido a maioria dos votos no primeiro turno da eleição presidencial tunisiana. REUTERS/Amine Ben Aziza

As pesquisas de boca de urna divulgadas na noite deste domingo (11) apontaram para a vitória de Kais Saied no segundo turno da eleição presidência da Tunísia. O pleito foi marcado por alto índice de participação. O professor universitário concorria com o empresário Nabil Karoui, detido durante a campanha acusado de fraude fiscal e libertado quatro dias antes do escrutino.

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De acordo com o instituto de pesquisas Emrhod, Kais Saied conquistou mais de 70% dos votos. O canal de televisão pública Wataniya informou que o candidato conquistou 76,9% dos votos.

O resultado oficial será divulgado apenas na segunda-feira (12), mas o anúncio na noite de domingo foi recebido em festa na capital Tunis, onde as ruas foram tomadas por carros e um buzinaço.

Em seu primeiro pronunciamento após a divulgação dos resultados temporários, Saied disse que vai dirigir o país “com integridade e força”. “Vamos respeitar a Constituição e ampliar nossas relações com o exterior”, declarou o professor. Conhecido por sua posição contrária a Israel, ele afirmou ainda que “gostaria que a bandeira da Palestina estivesse ao lado da bandeira da Tunísia nesta noite”.

Saied, professor universitário especialista em Direito Constitucional de 61 anos, já havia vencido o primeiro turno (18,4%), realizado em 15 de setembro. Sua campanha conseguiu mobilizar os mais jovens, após ter relançado os ideais da Revolução há oito anos.

Seu adversário, o controverso magnata dos meios de comunicação Nabil Karoui, de 56 anos, fez a maior parte da campanha atrás das grades. Acusado de fraude fiscal, ele foi libertado apenas quatro dias antes do voto.

Cerca de 7 milhões de tunisianos foram convocados para participar da eleição. Segundo números oficiais divulgados no final do dia, mais de 50% dos eleitores participaram do escrutino. A mobilização é a mais importante desde a queda do ditador Bem Ali em 2011.

Modelo de transição democrática

Oito anos depois da Revolução do Jasmin, que deu início à Primavera Árabe, a Tunísia é o único país que viveu uma transição democrática real, mesmo que ela seja considerada frágil. No entanto, os tunisianos ainda enfrentam dificuldades econômicas. Em 2016, o Fundo Monetário Internacional (FMI) concedeu um empréstimo de € 2,4 bilhões por quatro anos ao país, em troca da implementação de amplas reformas. O crescimento atingiu 2,5% em 2018, após anos de estagnação, mas o FMI espera que caia abaixo de 2% em 2019.

Além disso, o país também sofreu com o terrorismo desde 2015, quando três ataques reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) deixaram 72 mortos. Um ano depois, os jihadistas mataram 13 membros das forças de segurança e sete civis no sul do país.

Embora a segurança tenha melhorado, o estado de emergência foi mantido desde então. Em queda após os atentados, o número de turistas voltou a crescer nos últimos anos.

(Com informações da AFP)

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