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EUA

Mais de 100 mil crianças estão retidas pela imigração dos Estados Unidos

Além de menores que entraram ilegalmente nos Estados Unidos desacompanhados, muitos foram separados de seus pais antes de serem detidos.
Além de menores que entraram ilegalmente nos Estados Unidos desacompanhados, muitos foram separados de seus pais antes de serem detidos. John Moore/Getty Images/AFP

Mais de 100 mil menores estão atualmente retidos, com seus pais ou sozinhos, pela imigração dos Estados Unidos. O número representa um terço das crianças presas por razões migratórias no mundo. A constatação é fruto de um estudo divulgado pelas Nações Unidas nesta segunda-feira (18).

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Segundo Manfred Nowak, autor principal do Estudo Global das Nações Unidas sobre os Menores Privados de Liberdade, “o número total das crianças retidas é de 103 mil". A ONU afirma ter chegado a essa cifra a partir de dados oficiais e fontes complementares "muito confiáveis".

O especialista disse que esse contingente é formado por menores não acompanhados, mas também por aqueles que foram com suas famílias e aqueles que foram separados de seus pais antes da detenção.

Em todo o mundo, pelo menos 330 mil crianças estão detidas em 80 países por razões relacionadas à migração, de acordo com este estudo. "Esse tipo de detenção nunca deve ser visto como algo favorável para o interesse da criança. Sempre há outras opções", insistiu Nowak à imprensa em Genebra.

Tratamento desumano

O estudo também examina as violações da Convenção dos Direitos da Criança. O texto estipula que a detenção de menores deve ser usada “apenas como um último recurso e com a duração mais curta possível”.

Os Estados Unidos são o único país membro da ONU a não ter ratificado a convenção, em vigor desde 1990. O governo norte-americano também não respondeu ao questionário que os organizadores do estudo enviaram aos países membros.

Porém, Nowak lembrou que isso não isenta Washington diante de sua política de detenção de crianças migrantes na fronteira com o México. “Separar menores de seus pais, como vem sendo feito a administração de Donald Trump, inclusive com crianças pequenas, constitui um tratamento desumano tanto para os pais como para os filhos”, insistiu o autor do estudo.

(Com informações da AFP)

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