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EUA/ Impeachment

Impeachment de Trump: terminadas as audiências públicas, a rota ainda é longa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 22/11/2019.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 22/11/2019. REUTERS/Tom Brenner

Após duas semanas de audiências públicas com revelações chocantes, o processo de impeachment de Trump entra em uma nova fase. A líder da maioria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, se recusou a fornecer uma agenda precisa, mas os democratas expressaram repetidamente sua disposição de agir rapidamente.

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Por Anne Corpet, correspondente da RFI em Washington

A segunda semana de audiências públicas terminou na Câmara dos Deputados. Uma após a outra, as testemunhas se seguiram no ataque, mas Donald Trump não perdeu um grama de seu campo: todos os republicanos continuam a apoiá-lo.

Em cada audiência, os republicanos denunciam o procedimento dos democratas de tentarem retomar o debate sobre o filho de Joe Biden ou sobre a suposta interferência da Ucrânia na votação de 2016, acusações qualificadas de ficção na quinta-feira por um diplomata.

As testemunhas disseram: “Sim, havia de fato um mercado oferecido aos ucranianos: um convite do presidente à Casa Branca contra a abertura de investigações. Sim, Rudolf Giuliani, o advogado pessoal do Presidente, implantou uma rede paralela no canal diplomático habitual e suas ações foram aprovadas pelo Secretário de Estado. Sim, os ucranianos sabiam da suspensão da ajuda militar e estavam preocupados com isso”.

Mas ninguém foi capaz de dizer que recebeu instruções do próprio Donald Trump. A Casa Branca proíbe as pessoas que poderiam fazê-lo, principalmente o seu advogado Rudolf Giuliani, de comparecer perante o Congresso. E o presidente continua reivindicando sua inocência. Seu eleitorado permanece fiel a ele. Apenas 21% dos americanos afirmam estar acompanhando de perto o processo de impeachment.

Próximas etapas

Exceto por outra testemunha surpresa, a sequência de audiências acabou: cerca de 15 pessoas foram ouvidas a portas fechadas, depois em público para 12 delas. O Comitê de Inteligência deve agora redigir suas conclusões. Ela se reportará ao Comitê Judiciário da Câmara no início de dezembro, de acordo com a mídia americana.

Os membros dessa comissão serão responsáveis pela redação dos artigos da acusação contra Donald Trump. Eles poderão organizar novas audiências e, desta vez, o presidente poderá ser diretamente representado por um advogado. Os membros da comissão também contarão com documentos, menos do que eles poderiam esperar, já que a Casa Branca se recusou a cooperar.

Uma vez redigida a acusação, ela será submetida à votação de toda a Câmara. Ela deve ser adotada porque os democratas têm maioria. Os democratas esperam que o impeachment seja votado até o final do ano. A segunda fase do processo ocorre no Senado. Vinte republicanos teriam que deixar de apoiar Donald Trump para que ele seja destituído. A hipótese é altamente improvável.

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