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Uber/Estupros

EUA: Uber confessa ter registrado quase 6 mil agressões sexuais em dois anos

A gigante norte-americana Uber registrou quase 6.000 agressões sexuais em dois anos, segundo um relatório divulgado na quinta-feira, 5 de dezembro de 2019.
A gigante norte-americana Uber registrou quase 6.000 agressões sexuais em dois anos, segundo um relatório divulgado na quinta-feira, 5 de dezembro de 2019. ROBYN BECK / AFP

Depois de anos negando o problema, a Uber declarou ter registrado quase 6.000 agressões sexuais nos Estados Unidos, em apenas dois anos. As plataformas de serviços de motorista prestados por particulares, como a Uber, são amplamente acusadas ​​de ineficiência e de má vontade com relação a este tipo de denúncia.

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A Uber divulgou um relatório de segurança detalhado na quinta-feira (5), que revela que 5.981 agressões sexuais foram relatadas, seja por usuários ou por motoristas de seu serviço, bem como por terceiros, nos Estados Unidos, entre 2017 e 2018.

Quatro milhões de viagens por dia nos Estados Unidos

O número de denúncias relatadas inclui tentativa de toque, tentativa de agressão e estupros. A Uber registrou 235 penetrações sexuais não-consensuais, ou seja, estupros, apenas em 2018, e 229 em 2017. O mesmo relatório contabiliza 19 mortes no mesmo período.

"Esses incidentes foram relatados em 0,00002% das corridas. Embora raros, todos esses relatórios representam um indivíduo que compartilhou uma experiência muito dolorosa. Mesmo um único relatório seria um relatório demais", disse a empresa, em comunicado.

"Este ano, contabilizamos cerca de quatro milhões de viagens todos os dias por Uber nos Estados Unidos", afirmou Tony West, diretor jurídico do grupo. "A plataforma reflete o mundo em que operamos, com seus aspectos bons e ruins”, declarou.

O relatório, o primeiro do tipo para plataformas que prestam este tipo de serviço, procura colocar em perspectiva os incidentes, mencionando a importância dos riscos de violência sexual. O documento insiste nos esforços para combater essas ameaças.

Na França, os depoimentos de mulheres agredidas durante viagens pela Uber se multiplicaram nos últimos dias nas redes sociais, com a hashtag #UberCestOver (#UberNuncaMais, em tradução livre).

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