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Estados Unidos/Talibã

EUA e Talibã retomam negociações em Doha depois de decisão de Trump

Forças talibãs durante uma batalha na província de Kunduz, no Afeganistão
Forças talibãs durante uma batalha na província de Kunduz, no Afeganistão REUTERS/Stringer NO RESALES. NO ARCHIVES

Os Estados Unidos e o Talibã retomaram, neste sábado (7), as negociações para acabar com o conflito mais longo da história de seu país. As discussões haviam sido interrompidas por três meses, a pedido do presidente americano, Donald Trump.

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O foco da discussão será a obtenção de um acordo para reduzir a violência e a instauração de uma trégua. O Departamento de Estado americano anunciou, na quarta-feira (4), que seu emissário encarregado das negociações com o Talibã, Zalmay Khalilzad, viajaria a Doha, na Arábia Saudita, para a retomada do diálogo.

No mesmo dia, Khalilzad se reuniu em Cabul com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e outras autoridades do país. Os americanos insistem na necessidade de um cessar-fogo, mas há diversas questões em jogo, como a divisão do poder com os talibãs, o papel de potências regionais como a Índia e o Paquistão e o destino do governo de Ghani, poderiam continuar sem solução.

Em uma mensagem destinada a favorecer as negociações, Khalilzad elogiou na terça-feira (3) as operações do Talibã contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na província de Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.

Discussões haviam sido encerradas em setembro

No dia 7 de setembro, Donald Trump, que prometeu acabar o conflito afegão iniciado em 2001, encerrou as discussões diretas e inéditas conduzidas por Khalilzad. O projeto de acordo delineado no início de setembro previa o início da retirada progressiva de entre 13.000 e 14.000 soldados americanos, a principal reivindicação dos talibãs. Em troca, eles se comprometeriam a não realizar ataques no país e iniciariam um diálogo com o governo de Cabul, que eles consideram "ilegítimo".

Trump também cancelou um convite feito secretamente aos líderes do Talibã para encontrá-lo, após a morte de um soldado americano em um ataque em Cabul. Na época, o presidente disse que as negociações estavam "mortas e enterradas", mas depois adotou uma posição mais flexível e abriu as portas para o diálogo. Em 28 de novembro, durante uma visita ao Afeganistão para apoiar as tropas americanas no Dia de Ação de Graças, Trump finalmente anunciou a retomada das negociações.

(Com informações da AFP)

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