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Estados Unidos

Trump usa processo de impeachment como estratégia de campanha e sobe nas pesquisas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. REUTERS/Yuri Gripas/File Photo

Longe de enfraquecê-lo, o processo de impeachment do presidente americano, Donald Trump, só o faz crescer nas pesquisas de intenções de voto. Segundo sondagens divulgadas nesta semana, o magnata venceria qualquer dos pré-candidatos democratas nos estados de Iowa, Michigan e Arizona, mas registraria uma derrota em nível nacional.

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Anne Corpet, correspondente da RFI em Washington

Além desses três estados, situados no nordeste dos Estados Unidos, o presidente também lidera a corrida eleitoral para 2020 na Pensilvânia e no Wisconsin, de acordo com pesquisas da Universidade de Quinnipiac e da WHDH 7 News/Emerson. Para especialistas, Trump está se fortalecendo, apesar de todos os esforços dos democratas. O aumento de popularidade pode ser explicado pela insistência do magnata em denunciar o procedimento de impeachment.

O presidente americano classifica a iniciativa como uma "caça às bruxas" e as acusações que pairam contra ele como "ridículas". Ele é denunciado por abuso de poder por ameaçar suspender a ajuda militar de cerca de US$ 400 milhões, crucial à Ucrânia para enfrentar os separatistas russos no leste do país. Em troca, ofereceu uma visita à Casa Branca ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e exigiu que Kiev abrisse uma investigação sobre o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, seu principal adversário na corrida eleitoral de 2020.

A estratégia se tornou uma ferramenta essencial: as contribuições em dinheiro para a campanha do republicano dispararam. Desde que o processo de destituição foi lançado, na terça-feira (10), sua equipe vem investindo em propaganda no Facebook: US$ 5,4 milhões foram direcionados à plataforma.

Outro mecanismo é o envio de SMS aos simpatizantes apelando a doações para a campanha de Trump. Apenas no primeiro dia de audiência pública no Congresso, US$ 3 milhões foram recolhidos, com contribuições que chegam a até US$ 200 por pessoa.

Dois meses de investigações

Após dois meses de investigações e longas horas de debates jurídicos, a guerra está declarada entre democratas e republicanos. Enquanto os progressistas estão convencidos de que houve abuso de poder, os líderes conservadores no Congresso negam que o presidente tenha pressionado a Ucrânia.

O líder da maioria republicana no Senado americano, Mitch McConnell, disse na quarta-feira (11) que o julgamento de Trump será a principal prioridade em janeiro.

Se a Câmara votar a favor de seu impeachment, Trump será o terceiro presidente americano a ser submetido a um julgamento político. Mas como o Senado é controlado pelos republicanos, é improvável que o processo siga adiante.

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