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Estados Unidos/Iraque

Embaixada americana pede que cidadãos deixem Bagdá depois de morte de general iraniano

Detritos perto do local do bombardeio ao aeroporto de Bagdá
Detritos perto do local do bombardeio ao aeroporto de Bagdá (foto: Reuters)

Líderes em todo mundo pedem prudência e temem a escalada de violência no país depois do presidente americano, Donald Trump, ter autorizado o bombardeio que matou o general iraniano Qassim Suleimani em um aeroporto de Bagdá.

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A representação diplomática dos Estados Unidos na capital iraquiana aconselhou seus cidadãos a deixarem o Iraque "imediatamente", poucas horas depois da morte de Suleimani. A recomendação é que os cidadãos deixem o país "de avião enquanto é possível", já que o bombardeio aconteceu no aeroporto de Bagdá, ou "sigam para outros países por via terrestre".

O Iraque divide fronteira com o Irã e a Síria em guerra, além da Arábia Saudita e daTurquia – as alternativas mais recomendadas aos americanos. O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdel Mahdi, afirmou nesta sexta-feira (3) que o ataque americano que matou o general iraniano Qassim Soleimani e o líder paramilitar iraquiano Abu Mehdi Al Muhandisva vai "desencadear uma guerra devastadora no Iraque".

Luto e vingança

Para o presidente iraniano, Hassan Rohani, a morte de Suleimani faz com que o país esteja ainda mais determinado “a resistir ao expansionismo dos Estados Unidos e a defender os valores islâmico.” Segundo ele, “não há dúvidas de que o Irã e as outras nações em busca da liberdade na região vão querer vingança.” Ali Khamenei, guia supremo da Revolução Iraniana, declarou que o ataque americano “dobrou a motivação do país”, e decretou três dias de luto no país.

O presidente americano, por enquanto, não fez nenhum comentário, mas o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que “os iraquianos dançam nas ruas pela liberdade, felizes que o general Suleimani “não esteja mais entre nós.”

"O assassinato de um comandante militar iraquiano que ocupava um posto oficial é uma agressão contra o Iraque, seu Estado, seu governo e seu povo", afirmou Abdel Mahdi, em um comunicado. Abu Mehdi Al Muhandis era o número dois da Hashd Al Shaabi, uma coalizão de paramilitares pró-Irã integrada ao Estado.

Preocupação em Israel

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu, nesta sexta-feira (3), interromper sua viagem na Grécia depois da morte do general iraniano Qassim Suleimani. A morte do general causa bastante preocupação em Israel, onde são esperadas represálias dos aliados do Irã na região, como o Hezbollah, o Hamas ou o Jihad Islâmico em Gaza. O ministro da Defesa, Naftali Bennet, convocou em Tel Aviv os responsáveis militares do país para avaliar a situação.

Outros países reagiram ao bombardeio. Na Rússia, o presidente da comissão de Negócios Internacionais, Konstantin Kosachev, disse que a operação americana vai “certamente aumentar a tensão na região.”

Para o ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, é preciso evitar a escalada da violência. “Um outro conflito não nos interessa”, declarou. Esta também é a opinião da secretária para os Assuntos Europeus, Amélie de Montchalin, Paris busca criar “condições para a paz na região, ou pelo menos mais estabilidade.”Já a China pediu aos Estados Unidos devem evitar novas tensões. “Pedimos instantaneamente a todas as partes “que tenham calma”.

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