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Argentina/ FMI

Argentina no caminho certo para o crescimento econômico, afirma FMI

Alejandro Werner (esquerda), diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental.
Alejandro Werner (esquerda), diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental. Stephen Jaffe / IMF / AFP

O novo governo da Argentina adotou um rumo econômico positivo, enquanto o Chile deve ter seu crescimento revisto para baixo. A afirmação é do diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, em entrevista concedida à rede americana CNN.

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De acordo com trechos da entrevista divulgados antecipadamente – a íntegra será transmitida no próximo domingo -, Werner comentou que o novo governo argentino, empossado há menos de um mês, ainda não chegou a expor um "plano mais detalhado". Mesmo assim, ressaltou, "as primeiras medidas nos fazem ver que o governo está se movendo em uma direção positiva".

O presidente argentino, Alberto Fernández, manifestou sua intenção de cumprir as obrigações da dívida. Ele advertiu, porém, que fará isso quando a economia voltar a gerar recursos, após quase dois anos de recessão e de queda do Produto Interno Bruto (PIB) na gestão de Mauricio Macri (2015-2019).

"O governo anunciou medidas importantes, que têm como objetivo proteger os mais vulneráveis e tentar equilibrar a situação de instabilidade dos últimos meses", afirmou Werner.

No ano passado, Macri recorreu ao FMI como salva-vidas, quando os mercados globais de empréstimos se fecharam para a Argentina, e o país poderia cair em "default" – não pagamento das dívidas. O FMI deu a Macri a maior ajuda da história, com um empréstimo em "stand by" de US$ 57 bilhões. Deste total, os argentinos receberam US$ 44 bilhões. Já Fernández declarou que não fará novos desembolsos do FMI, porque não teria como quitá-los.

Diálogo importante

"É importante que tenhamos um diálogo mais profundo e detalhado com a Argentina, como expressaram o presidente Fernández e o ministro (da Economia, Martín Guzmán)", declarou o funcionário do Fundo.

Werner esclareceu que as medidas de emergência foram lançadas "em um contexto em que as contas fiscais não fossem afetadas e que qualquer aumento de gastos fosse no sentido de um crescimento da receita que o financie de uma maneira saudável".

Em uma primeira reação, o ex-diretor para o Hemisfério Ocidental do FMI Claudio Loser comentou que "o fato de (Werner) ter mencionado a manutenção da política fiscal é muito importante e positiva". "Evidentemente, há alguns elementos no programa econômico do governo que não parecem bons para o Fundo, mas o elemento fundamental, que é a disciplina fiscal, é um ponto muito a favor", ressaltou, em entrevista à rádio El Destape.

Chile e Colômbia: revisões para baixo

Ao falar do Chile, no entanto, Werner afirmou que "os indicadores de alta frequência para outubro mostraram uma contração muito significativa, que levou muitos analistas a revisarem o crescimento da economia chilena em mais de um ponto percentual para 2019 e 2020". "Não revisamos ainda. Vamos fazer isso na terceira semana de janeiro, data em que apresentamos a atualização dos nossos prognósticos", acrescentou.

"Claramente, nossa estimativa terá um efeito importante", disse Werner. "Um crescimento que se esperava em uma faixa de 2,5% e 3,5% terá uma revisão considerável para baixo", revelou.

Na mesma entrevista, Werner disse ainda que "a Colômbia, em 2019, provavelmente terá um crescimento ligeiramente inferior a 3,5%, e estamos esperando um número parecido para 2020".

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